Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
27/03/2002 - 09h43

Empresário liga Tasso Jereissati a desvio no BEC

Publicidade

KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

O dono de uma construtora do Ceará, em depoimento à CPI do BEC (Banco do Estado do Ceará), na Assembléia, envolveu o governador Tasso Jereissati (PSDB), o secretário de Governo e braço direito de Tasso, Assis Machado, e o deputado estadual Raimundo Macedo (PSDB) em denúncias de empréstimos irregulares.

Renan Dias Medeiros, dono da construtora Brejosantense, afirmou no depoimento, sem apresentar provas, que fez empréstimo no BEC em 1995 como "laranja" de Macedo com o aval do governador, apesar de não ter crédito no mercado. O empréstimo, que hoje equivaleria a cerca de R$ 6 milhões, serviria para cobrir dívidas de campanha do deputado.

A CPI do BEC foi instaurada no final de 2001 para investigar empréstimos supostamente fraudulentos que teriam causado um rombo de cerca de R$ 1 bilhão no BEC. Medeiros disse que decidiu fazer a denúncia porque está sendo cobrado pelo banco de uma dívida que, segundo ele, não é sua.

Medeiros contou que, à época, foi levado por Macedo para conversar com o governador e com o secretário de Governo sobre o empréstimo, que não poderia ser concedido diretamente ao deputado porque ele tinha dívidas não pagas. Tasso teria autorizado Machado a falar com o então presidente do BEC, José Monteiro de Alencar, para liberar o dinheiro.

A construtora tinha sido constituída havia pouco tempo e, como informa um relatório do próprio BEC, não tinha capital para conseguir o empréstimo. Outra irregularidade apontada no relatório é que o deputado, apesar das dívidas, foi colocado como avalista.

Segundo Medeiros, parte do empréstimo que chegou às mãos de Macedo foi para Machado. "O Raimundo Macedo dizia que sempre dava 20% para o Assis Machado", disse o empresário.

O deputado João Alfredo Telles (PT) fez um requerimento solicitando as presenças de Tasso, Machado e Macedo para depor e pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos três denunciados.
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página