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24/08/2007 - 21h10

Luiz Gushiken diz que está com consciência tranqüila

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da Folha Online

O ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) divulgou nota na noite desta sexta-feira para comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que hoje à tarde aceitou a denúncia contra ele e mais 18 pessoas envolvidas no esquema do mensalão. Ele responderá pelo crime de peculato.

Gushiken disse que está com a consciência tranqüila, porque não participou de esquemas ou quadrilhas. "Não favoreci o desvio de recursos públicos e não descuidei de minhas obrigações legais", afirmou o ex-ministro na nota, divulgada por meio do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia.

Segundo o Gushiken, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato --também envolvido no mensalão-- fez declarações mentirosas à CPI dos Correios, que também investigou o caso, o que convenceu os ministros a acatarem a denúncia contra ele. Porém, o ex-ministro não diz na nota quais foram as declarações.

O ex-ministro finaliza a nota ressaltando que confia "firmemente" na Justiça e acredita na sua absolvição.

Leia a íntegra da nota de Luiz Gushiken:

"NOTA À IMPRENSA

Quanto à decisão tomada, na data de hoje, por maioria de votos, pelo STF, que recebe a denúncia feita pela Procuradoria da República, manifesto-me da seguinte forma:

- o ministro relator do processo foi claro que, se estivesse, na data de hoje, decidindo o processo, teria me absolvido;

- quatro ministros revisaram o voto do relator, para dizer que não havia nem ao menos um indício confiável que apontasse a necessidade de abertura do processo para prolongamento das investigações contra minha conduta;

- que o senhor Henrique Pizzolato, autor das declarações que convenceram parte da Corte Suprema a votar pela abertura do processo, mentiu perante a CPMI quando se referiu à minha conduta, ainda que o tenha feito de maneira oblíqua e pouco clara;

- que, atualmente, movo processo contra o senhor Henrique Pizzolato por essas declarações, pleiteando dele a devida recomposição moral, em face de todos os desdobramentos a mim prejudiciais que as absurdas declarações dele me causaram;

- que nunca autorizei ou participei de qualquer desmando na gestão das verbas destinadas pelo Banco do Brasil ao Fundo Visanet; que, respondendo à época pela função de ministro da Secom, não tinha poder legal ou mesmo condições materiais para fiscalizar a gestão dessas verbas, o que competia exclusivamente aos órgãos de controle interno do próprio Banco do Brasil e, em sede externa, ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público;

- que sempre estive e continuo com minha consciência tranqüila: não participei de esquemas ou quadrilhas, não favoreci o desvio de recursos públicos e não descuidei de minhas obrigações legais;

- que continuo confiando firmemente na Justiça e em minha absolvição, pois vi, no julgamento de hoje, que há homens que não se atemorizam em fazer valer a verdadeira Justiça, sem paixões ideológicas e com a devida impessoalidade.

São Paulo, 24 de agosto de 2007

Luiz Gushiken"

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