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19/09/2007 - 07h58

Justiça Federal condena oito por gestão fraudulenta no Banestado

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da Agência Folha, em Curitiba

Quatro ex-dirigentes da Banestado Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e quatro donos de duas corretoras foram condenados por gestão fraudulenta pela Justiça Federal no Paraná. O construtor e ex-presidente do Atlético-PR Ademir Adur e seu ex-sócio na Divalpar DTVM Ltda., Ricardo Costa Moraes, pegaram as penas mais elevadas: seis anos de prisão em regime semi-aberto e multas.

As condenações decorrem da confirmação de negócios fraudulentos envolvendo títulos podres dos Estados de Santa Catarina e Alagoas.

Os títulos foram adquiridos pela Banestado Corretora em 1997 e até hoje obrigam o governo do Paraná a reembolsar a União pelo rombo que provocaram nas contas do Estado. A negociata veio à tona, naquele ano, durante a investigação da CPI dos Precatórios, que tinha na presidência o então senador Roberto Requião (PMDB), hoje governador do Paraná.

Segundo o processo, a Banestado Corretora comprou os títulos em 1997 e financiou as corretoras Divalpar e Essex. O comportamento adotado foi na contramão do mercado. Ao final, as operações consideradas temerárias provocaram um prejuízo de R$ 64,5 milhões à corretora controlada pelo governo do Paraná. No saneamento do Banestado (banco estadual vendido ao Itaú), o Banco Central transferiu o rombo ao Estado.

Os crimes financeiros foram denunciados a partir do relatório da CPI dos Precatórios. Inquéritos policiais e processos administrativos do BC confirmaram as suspeitas.

A denúncia do Ministério Público Federal só chegou à Justiça no ano passado. Anteontem, o juiz Sérgio Moro, da 2ª Vara Federal Criminal, condenou os ex-dirigentes da Banestado Corretora Carlos Antônio Valente de Castro, Paulo Roberto Gonçalves da Silva (ambos a quatro anos e meio em regime semi-aberto e multas), Rodrigo Pereira Gomes Júnior e Raul Felix (ambos a três anos e meio substituídos por penas alternativas).

Os outros dois empresários condenados são os ex-dirigentes da Essex DTVM Ltda., Antônio Wady Debes (dois anos e meio) e João Geraldo Budziak (três anos e meio). Eles tiveram as penas substituídas por serviços prestados à comunidade.

Todos têm direito a recorrer das condenações em liberdade. Ontem a reportagem não conseguiu contato com seus advogados.

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