Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
09/11/2002 - 02h39

Melhor tanque do Brasil será leiloado

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo

Os dois únicos protótipos do tanque EE-T1 Osório, o mais sofisticado produto da indústria bélica nacional, deverão ser postos à venda no dia 20 e poderão ser adquiridos por um colecionador particular.

O Osório foi projetado pela Engesa (Engenheiros Especializados S.A.), companhia que fabricou os blindados Cascavel e Urutu, ainda hoje usados pelo Exército, apesar de obsoletos. A Engesa faliu em 1993, depois de ter exportado cerca de 6.000 veículos (entre blindados e caminhões) para vinte países.

Os dois protótipos do tanque fazem parte da massa falida e estão hoje sob guarda do Exército, no Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri (SP).

Apesar de ser um produto do fim dos anos 80, o Osório ainda é considerado um tanque moderno, sobretudo por sua eletrônica. O protótipo equipado com canhão de calibre 120 mm tem a arma mais poderosa que a de qualquer outro blindado em operação na América Latina. O EE-T1 pesa 43 toneladas.

Um colecionador de São Paulo, o empresário Roque Marcelo Versolato, propôs ao síndico da massa falida pagar 300 mil reais pelos dois tanques. Uma decisão da 1ª Vara Cível de Barueri concordou com o pedido do síndico em realizar a venda, "por meio de propostas", no próximo dia 20 às 13h00. Versolato já é proprietário de um Hummer, um jipe militar.

É difícil estimar um preço para os dois protótipos. Por serem únicos tendem a ser mais caros. Um tanque similar ao Osório hoje custaria em torno de US$ 4 milhões. O mais caro tanque do mundo hoje, o americano M1A2 Abrams, custa US$ 4,3 milhões "na fábrica".

"Estes dois protótipos após a venda poderão ir para algum museu estrangeiro, sepultando de vez uma rica parte da história tecnológica brasileira", diz o pesquisador Expedito Carlos Stephani Bastos, da UFJF.

Informado do leilão, o Centro de Comunicação Social do Exército informou que "o Exército Brasileiro não dispõe, no momento, de recursos financeiros necessários à aquisição dos veículos, embora reconheça a importância histórica e tecnológica desses protótipos".
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página