Publicidade
Publicidade
26/03/2003
-
19h21
O ministro José Graziano (Segurança Alimentar) ficou acuado hoje durante audiência pública promovida pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e CCJ (Constituição, Justiça e Cidadania) no Senado. Um dos constrangimentos partiu do próprio PT.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu que todos os 81 senadores dessem uma contribuição de R$ 500 para o Fome Zero, principal vitrine do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Suplicy assinou um cheque e começou a recolher outros dos senadores participantes da reunião.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entregou sua contribuição no mesmo valor e pediu "transparência" sobre os gastos de viagem do governo Lula.
A defesa de Lula veio por meio do líder governista no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). Em resposta ao tucano, ele disse que no governo anterior, uma autoridade levou o neto e uma babá para a França, referindo-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Suplicy voltou a sugerir que o governo dê a opção para as famílias beneficiadas pelo Fome Zero de escolher a forma de receber a complementação de renda: dinheiro ou cesta básica. Graziano afirmou que esse tipo de consulta já está sendo feita, inicialmente com as famílias indígenas.
Depois de ser criticado pela forma como as famílias são selecionadas, o ministro elogiou o cadastro elaborado pelo candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB).
Segundo Graziano, o Bolsa-Alimentação, do Ministério da Saúde, é o melhor programa de transferência direta de renda do governo e conta com o melhor cadastro.
O ministro disse que por enquanto o governo petista está utilizando o Cadastro Único, deixado pelo governo de FHC para selecionar as famílias que serão atendidas pelo Fome Zero, mas anunciou que pretende elaborar um novo. Uma das idéias é buscar uma interação com a Saúde, que já atende a 175 mil famílias da região do semi-árido brasileiro.
Antes de ser "bombardeado" por uma série de perguntas e críticas pelos senadores, Graziano pediu desculpas pela interpretação de uma declaração sua, que vinculava a migração de nordestinos para os grandes centros urbanos à violência.
"Tentei me explicar e fiz nota desautorizando essa ilação. A frase gerou uma justa reação de indignação. Queria reiterar a todos os que se sentiram atingidos, indignados, o meu pedido de desculpas por essa frase infeliz, dizer que ela não reflete o que eu penso e não reflete o que eu tenho feito ao longo da minha vida", disse o ministro.
Mesmo assim, o senador César Borges (PFL-BA) acusou Graziano de ter sido preconceituoso em carta aos senadores, na qual dava explicações sobre a frase que vinculava a violência à migração.
Segundo Borges, o ministro reafirmou o preconceito contra os nordestinos na carta. "Vossa Excelência não sabe que a guerra fiscal foi o único instrumento que os governadores do Nordeste tiveram para reduzir um pouco o problema de geração de renda e emprego."
Depois da crítica de Borges, Graziano foi obrigado a pedir novamente desculpas pela frase que pronunciou em São Paulo. "Temos que criar emprego lá [Nordeste}, temos que gerar oportunidade de educação lá, temos que gerar cidadania lá. Porque, se eles continuarem vindo para cá, nós vamos ter de continuar andando de carro blindado", disse ele, no começo de fevereiro, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Com Agência Senado
Graziano recebe cheque do PSDB, elogia Serra e sai "bombardeado"
da Folha OnlineO ministro José Graziano (Segurança Alimentar) ficou acuado hoje durante audiência pública promovida pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e CCJ (Constituição, Justiça e Cidadania) no Senado. Um dos constrangimentos partiu do próprio PT.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu que todos os 81 senadores dessem uma contribuição de R$ 500 para o Fome Zero, principal vitrine do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Suplicy assinou um cheque e começou a recolher outros dos senadores participantes da reunião.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entregou sua contribuição no mesmo valor e pediu "transparência" sobre os gastos de viagem do governo Lula.
A defesa de Lula veio por meio do líder governista no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). Em resposta ao tucano, ele disse que no governo anterior, uma autoridade levou o neto e uma babá para a França, referindo-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Suplicy voltou a sugerir que o governo dê a opção para as famílias beneficiadas pelo Fome Zero de escolher a forma de receber a complementação de renda: dinheiro ou cesta básica. Graziano afirmou que esse tipo de consulta já está sendo feita, inicialmente com as famílias indígenas.
Depois de ser criticado pela forma como as famílias são selecionadas, o ministro elogiou o cadastro elaborado pelo candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB).
Segundo Graziano, o Bolsa-Alimentação, do Ministério da Saúde, é o melhor programa de transferência direta de renda do governo e conta com o melhor cadastro.
O ministro disse que por enquanto o governo petista está utilizando o Cadastro Único, deixado pelo governo de FHC para selecionar as famílias que serão atendidas pelo Fome Zero, mas anunciou que pretende elaborar um novo. Uma das idéias é buscar uma interação com a Saúde, que já atende a 175 mil famílias da região do semi-árido brasileiro.
Antes de ser "bombardeado" por uma série de perguntas e críticas pelos senadores, Graziano pediu desculpas pela interpretação de uma declaração sua, que vinculava a migração de nordestinos para os grandes centros urbanos à violência.
"Tentei me explicar e fiz nota desautorizando essa ilação. A frase gerou uma justa reação de indignação. Queria reiterar a todos os que se sentiram atingidos, indignados, o meu pedido de desculpas por essa frase infeliz, dizer que ela não reflete o que eu penso e não reflete o que eu tenho feito ao longo da minha vida", disse o ministro.
Mesmo assim, o senador César Borges (PFL-BA) acusou Graziano de ter sido preconceituoso em carta aos senadores, na qual dava explicações sobre a frase que vinculava a violência à migração.
Segundo Borges, o ministro reafirmou o preconceito contra os nordestinos na carta. "Vossa Excelência não sabe que a guerra fiscal foi o único instrumento que os governadores do Nordeste tiveram para reduzir um pouco o problema de geração de renda e emprego."
Depois da crítica de Borges, Graziano foi obrigado a pedir novamente desculpas pela frase que pronunciou em São Paulo. "Temos que criar emprego lá [Nordeste}, temos que gerar oportunidade de educação lá, temos que gerar cidadania lá. Porque, se eles continuarem vindo para cá, nós vamos ter de continuar andando de carro blindado", disse ele, no começo de fevereiro, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Com Agência Senado
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Nomeação de novo juiz do Supremo pode ter impacto sobre a Lava Jato
- Indicação de Alexandre de Moraes vai aprofundar racha dentro do PSDB
- Base no Senado exalta currículo de Moraes e elogia indicação
- Na USP, Moraes perdeu concursos e foi acusado de defender tortura
- Escolha de Moraes só possui semelhança com a de Nelson Jobim em 1997
+ Comentadas
- Manifestantes tentam impedir fala de Moro em palestra em Nova York
- Temer decide indicar Alexandre de Moraes para vaga de Teori no STF
+ EnviadasÍndice





