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06/08/2003 - 10h24

Genoino diz que radicais estão "praticamente fora" do PT

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da Folha Online

O presidente do PT, José Genoino, afirmou hoje que os três deputados da chamada ala radical do PT, Luciana Genro (RS), Babá (PA) e João Fontes (SE), que votaram contra a reforma da Previdência nesta madrugada, "estão praticamente fora do partido".

Segundo Genoino, apenas uma "questão formal" ainda mantém os três filiados à legenda, porque "não há mais laços entre os deputados e o partido".

"Eles fizeram uma opção política de ataque ao partido e ao governo do PT", disse ele, em entrevista ao telejornal "Bom Dia Brasil", da Rede Globo.

Os três deputados já foram afastados da bancada, respondem a processo no conselho de ética e devem ser expulsos da sigla no início de setembro.

Genoino também criticou os oito deputados que se abstiveram da votação --Orlando Fantazzini (SP), o ex-líder Walter Pinheiro (BA), Ivan Valente (SP), Maninha (DF), João Alfredo (CE), Chico Alencar (RJ), Paulo Rubem (PE) e Mauro Passos (SC). Além dos petistas, o outro que se absteve foi o peemedebista Raul Jungmann (PE), contabilizando nove ao todo.

De acordo com o presidente do PT, as abstenções foram um "ato unilateral", mas admite que eles receberão tratamento distinto dos outros três devido ao histórico no partido.

"Essa questão terá de ser avaliada pelo Diretório Nacional e não vai ficar do jeito que está porque eles sabem que questões como essa não podem ficar sem nenhuma medida política ou disciplinar", disse.

Destaques

Genoino disse ainda esperar que a oposição e os aliados retirem seus destaques à reforma. "Vamos tentar convencer os partidos da base aliada a retirar esses destaques."

Sobre a polêmica do subteto para o Poder Judiciário nos Estados, ele disse que a aprovação da emenda, em quatro meses, foi uma "grande vitória política". "Se o governo quisesse ceder de qualquer jeito teria cedido para o Judiciário há 15 dias", disse.

"O governo e a bancada do governo cederam em parte aceitando 85,5%. Agora, eu espero que os integrantes do Poder Judiciário façam também concessões. Não é aceitável que o Judiciário, porque não tem o subteto que queria, diga que por isso vai questionar juridicamente a reforma. Afinal de contas o Poder Judiciário não está acima de outros Poderes para dizer que já que foi contrariado vai questionar a reforma. Portanto, nós vamos fazer uma batalha política para o limite chegar a 85,5%", afirmou.
 

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