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18/06/2009 - 18h58

Governo pede perdão a camponeses do Araguaia e concede anistia política a 44

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu hoje anistia política a 44 camponeses do Araguaia, que foram perseguidos durante o regime militar. Eles receberão uma prestação mensal vitalícia de dois salários mínimos, além de um valor retroativo que varia de R$ 80 mil a R$ 142 mil.

O julgamento do processo de anistia dos camponeses ocorreu durante ato público na praça de São Domingos do Araguaia, no Pará. Doa 84 processos julgados, 40 foram rejeitados por falta de documentos ou por não se enquadrar nos casos previstos na Lei de Anistia.

Em nome do governo federal, o ministro da Justiça, Tarso Genro, pediu perdão aos camponeses do Araguaia pelos crimes cometidos pelos militares durante o combate à Guerrilha do Araguaia. "Hoje estamos fazendo um reconhecimento, um pedido de perdão formal do Estado brasileiro. Não é revanchismo. É a afirmação da dignidade da pessoa humana e do respeito que o Estado tem que ter com seus cidadãos", disse ele.

Reportagem de hoje da Folha informa que essa é a primeira vez que camponeses sem ligação com movimentos sociais ou partidos recebem esse tipo de indenização. Nos depoimentos á Comissão de Anistia, eles disseram ter sofrido tortura para confessar que apoiavam os guerrilheiros e apontar esconderijos. Muitos relataram que foram presos ilegalmente, além de obrigados a servir de guia dos militares na floresta.

A guerrilha

O episódio histórico conhecido como guerrilha do Araguaia aconteceu na segunda metade dos anos 60 e na primeira dos 70. Adepto da luta armada contra o regime militar, o PC do B enviou para o Araguaia cerca de 70 militantes, a maioria jovens.

Eles tinham a incumbência de iniciar um movimento, inspirado na revolução ocorrida na China nas décadas de 20, 30 e 40, que resultaria, na concepção dos dirigentes comunistas, na queda do governo militar.

Tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica enviadas à floresta dizimaram os guerrilheiros. Até hoje não se sabe o paradeiro dos corpos de cerca de 60 militantes do PC do B.

Comentários dos leitores
J. R. (1236) 27/01/2010 05h10
J. R. (1236) 27/01/2010 05h10
Não esquecer que a "ditabranda" amarelou diante da perspectiva de uma invasão americana para tomar o poder em 64, acharam mais fácil atacar os "inimigos" em seu país. A esquerda reagiu diante do golpe, não havia guerrilha antes dele. Toda a america latina seguiu o Brasil, que foi obrigado a conduzir a operação condor (com-dor alheia é claro). Enfim, puro "amarelão". sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (71) 17/01/2010 20h20
Alziro Ribeiro da Silva (71) 17/01/2010 20h20
Quanto ter-mos comunismo no BRASIL fica um pouco distante, já que o mesmo caiu de maduro e por isso não mais espaço para os simpatizantes dele em nossa mui amada terra.!!!!!! 1 opinião
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enzo rolim (2) 14/01/2010 18h16
enzo rolim (2) 14/01/2010 18h16
Só o que tnho a declarar é que rezo para não ter uma ex-guerrilheira como presidente da república, pois já está provado que sua atuação política é medíocre, para não dizer nada pior. 2 opiniões
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