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25/04/2004 - 20h14

IML de Porto Velho libera corpos de garimpeiros não identificados

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JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina

O IML (Instituto Médico Legal) de Porto Velho liberou, na tarde deste domingo, os corpos de 16 garimpeiros mortos no massacre da reserva indígena Roosevelt, em Rondônia, ainda não-identificados. Os corpos serão enterrados nesta segunda-feira em Espigão do Oeste (RO). Médicos recolheram amostras dos corpos e de sangue de pessoas que procuram parentes desaparecidos para tentar, através de exames de DNA, identificá-los no futuro.

O massacre ocorreu na reserva no último dia 7. No dia 11, a PF retirou três corpos da reserva e outros 26 foram localizados no dia 16 e retirados da área --de 2,7 milhões de hectares, onde vivem 1.300 índios cintas-largas-- no dia 19 pela Polícia Federal.

Dos 16 corpos enviados para Espigão do Oeste, o IML de Porto Velho informou, no final da tarde, que um seria enterrado em Pimenta Bueno. Ele teria sido identificado por parentes. O IML e a Delegacia de Polícia de Pimenta Bueno não tinham, no entanto, sua identificação completa até o início da noite.

Antes do enterro coletivo, deverá ser celebrada uma missa no cemitério municipal de Espigão do Oeste. A expectativa em Espigão do Oeste era que os corpos fossem enterrados no início da tarde desta segunda.

Mais corpos

Neste domingo, o coordenador da força-tarefa Operação Mamoré, delegado federal Mauro Sposito, se reuniu com garimpeiros em Espigão do Oeste. Os garimpeiros queriam que um grupo deles participassem de uma varredura --em busca de novos corpos ou reféns-- na reserva indígena Roosevelt. Sposito disse que a PF não permitiu a entrada dos garimpeiros na reserva.

"Existe muita falação sobre reféns e corpos encontrados. Nossa posição é clara. Caso alguém tenha uma informação concreta, iremos atrás e checaremos, mas não podemos alimentar boatos", disse Sposito.

Garimpeiros, no entanto, informaram que um fazendeiro vizinho à reserva disse ter encontrado dois corpos de garimpeiros, que teriam conseguido fugir da reserva, mas teriam morrido quando tentavam regressar a Espigão. "Ouvi sobre essa história, mas esse fazendeiro nem aparece, nem indica onde viu os corpos", afirmou Sposito.

O Sindicato dos Garimpeiros do Estado de Rondônia, através de sua seção de Espigão do Oeste procura agora um garimpeiro, que estaria com malária, que informou ter fugido da reserva indígena.

Segundo Gilson Muniz, delegado do sindicato em Espigão do Oeste, o garimpeiro está sendo procurado em hospitais da região. Ele teria relatado a garimpeiros a existência de reféns na reserva.
 

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