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28/04/2004 - 17h56

Governador de Rondônia critica índios e PF

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da Folha Online

O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PSDB), disse nesta quarta-feira que os índios cintas-largas mataram os garimpeiros por dinheiro e criticou a ação da Polícia Federal na reserva indígena Roosevelt.

"Até agora, a Polícia Federal só investigou lambaris. Precisamos pegar o peixe grande. Também vivemos o 'abril vermelho' em Rondônia. O crime organizado controla tanto o contrabando de diamante quanto o narcotráfico."

As declarações foram feitas durante audiência pública das comissões da Amazônia e de Minas e Energia da Câmara sobre a situação da reserva.

Cassol disse que as buscas aos corpos dos garimpeiros só foram intensificadas depois que o Estado recorreu ao Ministério da Justiça.

O governador também fez críticas aos índios cintas-largas e afirmou que a única solução para o problema é a regularização da exploração na área.

"Reconheço que a maioria dos índios vive em situação precária. Mas eles não mataram defendendo suas terras. Mataram por dinheiro, mordomia. A única forma de resolver essa questão é prendendo os responsáveis pelo massacre e regularizando a exploração mineral."

No dia 7 de abril, um grupo de garimpeiros que extraíam clandestinamente diamantes na terra indígena Roosevelt, em Espigão d'Oeste (RO), foi atacado por índios cintas-largas. Vinte e nove corpos foram encontrados, mas, segundo o sindicato dos garimpeiros, há pelo menos mais 35 mortos.

Comércio

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, disse que um agente da PF vendeu uma escopeta e uma espingarda aos índios, mas que já foi preso.

Ele disse, ainda, que existem contratos entre índios e garimpeiros na reserva Roosevelt e que, até o ano passado, a relação entre eles era amigável, chegando até a haver pagamento pelos garimpeiros à tribo.

O diretor da PF afirmou que a disputa de interesses levou ao conflito. "A PF já vinha diligenciando no local, mas a área é muito extensa. Se colocarmos toda a polícia lá, para fiscalizar, não será suficiente."

Outro que falou na audiência foi o diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral, Miguel Antonio Nery. Ele disse que cada garimpeiro pagava R$ 1 mil para entrar na reserva e que, para a entrada de equipamentos, os garimpeiros desembolsavam cerca de R$ 10 mil.

"Na ausência de uma regulamentação sobre a exploração mineral em terras indígenas, os índios começaram a fazer seu próprio sistema de outorga", afirmou.

A bancada do PPS na Câmara já reuniu cerca de 60 assinaturas para pedir a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) destinada a investigar a exploração de diamantes na reserva.

Com Agência Brasil
 

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