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19/02/2005 - 09h10

Moradores "vigiam" Exército em Anapu

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da Agência Folha, em Anapu

As tropas militares do Exército tomaram ontem pela primeira vez as ruas de Anapu, no oeste do Pará. Os soldados da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, armados com fuzis e metralhadoras, caminharam pelas ruas de terra batida, observados pelos morados a cada passo.

Caminhões com grupos de militares também seguiram para os bairros mais distantes, onde se concentram os colonos. Na zona rural, os militares foram para as regiões de assentamentos, onde a situação é mais tensa --principalmente na região do assassinato da missionária Dorothy Stang, o PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Esperança, a 40 km da sede de Anapu, onde se concentram as buscas aos acusados do crime. A cidade recebeu 110 militares.

No final do manhã de ontem, o comandante geral da Operação Pacajá, general-de-brigada Jair César Nass, esteve na cidade para uma reunião com os policiais.

Ele disse que as tropas estão nos municípios de Anapu, Pacajá, Parauapebas, Novo Repartimento, Senador José Porfírio, Porto de Moz, Itaituba e São Feliz do Xingu, além de Altamira, a base da operação.

O militar disse ainda que hoje um helicóptero deve chegar à cidade para ficar à disposição da força policial.

A tropa de militares está alojada no Centro de Formação São Rafael, lugar construído pelas irmãs da ordem de Notre Dame de Namur, da qual Stang fazia parte. Muitos dos militares já visitaram o túmulo da missionária, que fica debaixo de uma mangueira, uma goiabeira e uma jabuticabeira. Anteontem, o padre José Amaro de Sousa plantou no local uma muda de mogno, uma das árvores mais nobres da Amazônia.

Especial
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