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22/03/2005 - 08h05

Médico e escritor, Varella ganhou notoriedade em campanhas de prevenção à Aids

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

Um dos pioneiros no Brasil no tratamento da Aids, Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Participou ativamente de campanhas de esclarecimento da população ainda nos anos 80 por meio de programas de rádio e de entrevistas. Lançou o livro "Aids Hoje", um dos primeiros sobre a doença, com outros autores.

Durante 20 anos, dirigiu o serviço de imumologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de câncer no Hospital do Ipiranga, na época pertencente ao Inamps.

Nascido em São Paulo, em 1943, Varella foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde lecionou química durante vários anos. No início dos anos 70, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Deu aulas em várias faculdades do Brasil e em instituições no exterior, como o Memorial Hospital de Nova York, a Cleveland Clinic (EUA), o Instituto Karolinska de Estocolmo, a Universidade de Hiroshima e o National Cancer Institute de Tóquio.

Carandiru

Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru e até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário dentro da cadeia.

A busca por informações a respeito da Aids levou Drauzio a realizar pesquisa na Casa de Detenção do Carandiru. A atividade teve como um de seus resultados o livro "Estação Carandiru" (1999), no qual Drauzio relata suas experiências na casa de detenção, onde foi médico voluntário de 1989 a setembro de 2002, quando o Complexo do Carandiru foi desativado. A obra ganhou o prêmio Jabuti de Livro do Ano na categoria não-ficção.

Drauzio Varella escreveu outro livro premiado. "Nas Ruas do Brás" (2000), que traz memórias da sua infância, recebeu prêmio na Feira Internacional do Livro de Bolonha (Itália).

O médico também coordenou a publicação de "Florestas do Rio Negro" (2001), livro em que é feito um relato sobre a biodiversidade botânica da Amazônia.

Atualmente, dirige no rio Negro um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. Esse projeto é apoiado pela Fapesp e realizado nos laboratórios da UNIP (Universidade Paulista).

O último livro do escritor traz experiências do médico. Em "Por Um Fio" (2004), Drauzio conta histórias a respeito de pacientes terminais.

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