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13/05/2005 - 14h20

Justiça determina que Rosinha e Garotinho fiquem inelegíveis por 3 anos

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da Folha Online

A juíza Denise Appolinária dos Reis Oliveira, da 76ª Zona Eleitoral de Campos (RJ), tornou inelegíveis a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, e o presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho. Os dois foram acusados de abuso de poder político e econômico e compra de votos.

A decisão, de primeira instância, é retroativa a 2004. Portanto, se a Justiça nas demais instâncias decidir manter esta primeira sentença, Rosinha e Garotinho não terão direito de se candidatar em 2006, quando haverá eleições para presidente, governadores, deputados e senadores.

Além das punições, a juíza, que analisou outros 12 processos de crime eleitoral envolvendo outros políticos, aplicou multa de 50 mil Ufirs (Unidade Fiscal de Referência) a Garotinho e 100 mil Ufirs a Rosinha. Cada Ufir equivale a cerca de R$1,06.

Felipe Varanda/Folha Imagem
Garotinho e a governadora do Rio, Rosinha Matheus
Garotinho e a governadora do Rio, Rosinha Matheus
A governadora informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pretende recorrer. Como ainda não foi comunicada oficialmente, Rosinha disse que prefere ler a sentença antes de se manifestar. Em nota, Garotinho informou que vai entrar com recurso no Tribunal Regional Eleitoral.

Apreensão

No ano passado, Justiça Eleitoral apreendeu R$ 318.200 na sede do Diretório do PMDB em Campos. Na ocasião, havia a suspeita de compra de votos pelo grupo político comandado por Garotinho na véspera do segundo turno.

Na ocasião, o Ministério Público requisitou e a Justiça Eleitoral determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar a suspeita de compra de votos pelo PMDB.

Garotinho, que esteve na sede do partido durante a ação, disse estar sendo vítima de perseguição política por parte da Justiça Eleitoral e dos promotores de Campos. Oficialmente, o PMDB informou que estava pagando militantes contratados para as panfletagens.

No diretório, foram encontradas 2.200 pulseiras que, para o TRE, foram usadas no primeiro turno por eleitores que tiveram o voto comprado.

Pelo esquema, o comprador de voto amarrava a pulseira no punho do eleitor antes da votação. Um dos mesários, conivente com o esquema, se certificava, de alguma forma, de que o eleitor com a pulseira votou no candidato indicado.

Além disso, o comprador sabia quantos votos teria em cada seção. Se na apuração a soma de votos esperada para o candidato fosse menor, isso indicaria traição, o que resultaria em punição caso o eleitor conseguisse ser identificado.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre Anthony Garotinho
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