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08/06/2005 - 16h27

Delúbio nega acusações e coloca sigilos fiscal e bancário à disposição da Justiça

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da Folha Online

O tesoureiro do PT, Delúbio Soares, negou as acusações de corrupção feitas pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e afirmou que colocou à disposição da Justiça seus dados bancários e fiscal. Disse ainda que está indignado com as acusações sobre supostos esquemas de mesada aos parlamentares em troca de apoio político.

"O governo tem feito um combate implacável à corrupção no país. Nesses mais de 30 anos de militância política, não acumulei vantagens. Coloco à disposição da Justiça meus sigilos fiscal e bancário. Não me prejulgue por uma versão de chantagem. Estou muito indignado com o que foi dito a respeito da minha pessoa, do nosso partido. O PT não participa de compra de votos nem de apoio de deputados", declarou.

Na tarde de hoje, o secretário-executivo de Relações Internacionais do PT, Paulo Ferreira, adiantou que Delúbio não colocou seu cargo à disposição e que o tesoureiro tornaria pública sua declaração de patrimônio, além de autorizar a quebra do seu sigilo fiscal e bancário.

Ontem, o presidente do PT, José Genoino, já havia descartado a possibilidade de Delúbio ser afastado. "É uma denúncia falsa, mentirosa. Nós confiamos nos dirigentes do partido", declarou Genoino, na ocasião.

Em entrevista publicada na segunda-feira pela Folha, o presidente nacional do PTB afirmou que o tesoureiro do PT pagava uma mesada a parlamentares em troca de apoio no Congresso. Segundo ele, seriam entregues mensalmente R$ 30 mil ao PP e ao PL. As denúncias, negadas pelo Partido dos Trabalhadores, desencadearam reações de diversos partidos --inclusive do PTB-- e do governo.

As bancadas do PTB na Câmara e no Senado decidiram pedir o afastamento do deputado Roberto Jefferson (RJ) da presidência do partido. Senadores do PT resolveram apoiar uma possível CPI do "mensalão". O PL informou que vai pedir a cassação do mandato de Roberto Jefferson.

O governo, por sua vez, anunciou a troca de toda a diretoria dos Correios e do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), órgãos citados em denúncias recentes de corrupção no governo federal. Além disso, líderes da base governista manifestaram apoio à CPI dos Correios.

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