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03/10/2005 - 13h38

Pomar nega que Executiva Nacional do PT soubesse de caixa 2

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da Folha Online

O terceiro vice-presidente nacional do PT, Valter Pomar, tentou nesta segunda-feira desqualificar as declarações do ex-dirigente petista Silvio Pereira. Ontem, a Folha de S.Paulo publicou reportagem na qual Silvio admite que sabia do esquema de recursos de campanha não-contabilizados.

Ao jornal, o ex-dirigente, que se desfiliou do partido há cerca de dois meses, disse ainda que todos os 21 membros da Executiva Nacional também tinham conhecimento do caixa dois.

"Silvio Pereira não é mais petista. Ele próprio afirmou que se afastava quando se comprovou um ato de corrupção dele, automóvel, quatro rodas, bonitinho", declarou Pomar ao site do PT.

"Ele deveria reconhecer que já produziu um estrago muito grande no partido e ponto. Não levo a declaração a sério. O que acontece é que algumas pessoas na Executiva montaram uma estrutura paralela de poder e agora querem atribuir a toda a Executiva aquilo que eles fizeram", acrescentou.

O ex-secretário-geral do PT foi puxado para o centro do escândalo do "mensalão" após ter sido acusado pelo deputado cassado Roberto Jefferson de participar do esquema de caixa dois do partido.

O golpe final em Silvio foi a confirmação de que recebera um carro no valor de R$ 73,5 mil de um empresário amigo seu que tinha contratos com a Petrobras.

"Ele cita o meu nome, como cita o da [ex-prefeita] Marta Suplicy, como cita o nome de uma série de outros membros da Executiva que só discutiram finanças partidárias. Nós nunca discutimos finanças de campanha eleitoral", disse Pomar.

Pomar afirmou ao site do partido que a Executiva Nacional tinha conhecimento de prestação de contas e fazia planejamento financeiro. Por outro lado, ele afirmou que o grupo tinha pouco controle sobre o que era deliberado. "Nunca discutimos finanças de campanhas eleitorais na Executiva. E o Grupo de Trabalho Eleitoral tampouco."

Contas no exterior

De acordo com o site do PT, Pomar também desconsiderou as declarações do senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da CPI dos Correios, de que o caixa dois pode ter sido alimentado por dinheiro do partido que estaria no exterior.

"O Delcídio está em um momento muito conturbado. Ele estava para sair do PT e ir para o PSDB e depois voltou. Atribuo essa declaração dele a esse momento, de dificuldade de opção em qual partido vai ficar. A instituição partidária não montou nenhum esquema paralelo de finanças. Se pessoas fizeram isso, que respondam com base na lei do país", disse.

Com Folha de S.Paulo

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