Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
12/10/2005 - 11h34

Berzoini vence eleições do PT e quer pacto para reeleger Lula

Publicidade

CONRADO CORSALETTE
da Folha de S.Paulo

O ex-ministro e deputado Ricardo Berzoini, 45, é o virtual eleito para presidir o PT nos próximos três anos. Parcial do segundo turno das eleições internas do partido, com 95,6% dos votos apurados, indicava vantagem de 7.091 votos de Berzoini sobre seu adversário, o deputado Raul Pont.

Após receber números da apuração, no plenário da Câmara, Berzoini foi cumprimentado por parlamentares, não apenas do PT.

Do ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do partido, deputado José Dirceu (SP), recebeu charuto cubano da marca Bolívar.

Candidato pela corrente Democracia Socialista, da chamada esquerda petista, Pont, 61, ligou para Berzoini pouco antes das 18h30 para admitir a derrota e declarar apoio à gestão do adversário.

Candidato do Palácio do Planalto, Berzoini sai vitorioso de eleição acirrada, em que seu grupo, o Campo Majoritário, perdeu a hegemonia no Diretório Nacional, instância máxima do partido.

Sem maioria garantida, o novo presidente promete abrir diálogo com tendências minoritárias para assegurar o que estabeleceu como sua principal missão: preparar o partido, que passa por sua maior crise, para a campanha pela reeleição do presidente Lula.

De acordo com último boletim de ontem, Berzoini tinha 112.348 votos (51,6%) contra 105.257 (48,4%) de Pont. Coordenadores da eleição dizem que, para reverter o resultado, o candidato da Democracia Socialista teria que obter 80% dos votos não apurados, o que é considerado "improvável". Participaram do segundo turno 3.249 municípios, 26 Estados e DF.

Após adotar discurso de críticas pontuais ao governo na primeira etapa da disputa, o representante do Campo optou por nova estratégia no segundo turno, defendendo com veemência as realizações de Lula e punições internas para os petistas acusados de receber dinheiro do suposto "mensalão".

Berzoini, bancário que iniciou a militância política como sindicalista, foi titular de duas pastas no governo Lula (Previdência e Trabalho). Assumiu a Secretaria Geral do PT quando a cúpula do partido foi derrubada em meio a denúncias da crise. Sua posse como presidente será no dia 22, na reunião em que novos membros do Diretório Nacional também assumirão as cadeiras.

O presidente interino do PT, Tarso Genro, negou ontem que, com a confirmação de uma vitória apertada de Berzoini, o partido fique dividido. "O partido vai sair mais unificado nesse processo", disse.

Pont, que também adotou discurso de conciliação, afirmou não temer nova debandada. "Os deputados que deixaram o partido saíram em função do calendário eleitoral", disse.

Berzoini (SP) disse ontem que a decisão sobre dar ou não legenda partidária a deputados que renunciarem, para que disputem a eleição de 2006, ficará a cargo dos diretórios regionais. "Quem define dar legenda ou não são os diretórios regionais. Não me parece adequado que o Diretório Nacional tenha uma posição genérica sobre isso", disse Berzoini.

Berzoini indicou que, ao assumir, em 22 de outubro, não se esforçará para que petistas envolvidos no processo sejam submetidos a uma comissão de ética interna. "O procedimento interno já está em curso."

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre as eleições do PT
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página