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04/04/2006 - 15h03

Okamotto nega ser pagador de contas de Lula e não abre sigilo

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FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, tentou manter o silêncio na sessão desta terça-feira da CPI dos Bingos. Ele foi indagado sobre o pagamento de um empréstimo de R$ 29,4 mil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ao PT e de uma dívida de R$ 26 mil da filha de Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva.

Diante da insistência dos oposicionistas e da acusação do ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, Okamotto negou que cuidava das contas pessoais do presidente ou de outras pessoas. Mas ele se negou a abrir seus sigilos bancário e fiscal, protegidos por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal).

"Nós temos direitos individuais que a Constituição garante. "Se tiver alguma acusação grave contra mim, estou disposto sim [a abrir seus sigilos]", disse. "Eu nego que seja pagador dessas contas."

Os oposicionistas insistiram nas perguntas e na acusação feita por Paulo de Tarso, que afirmou durante a acareação com Okamotto que o presidente do Sebrae que Okamotto cuidava das finanças de Lula.

Peefelistas e tucanos afirmaram que a suspeita de que Okamotto teria pago despesas de Lula e de sua filha com recursos do valerioduto seriam graves o suficiente para demandar a quebra do sigilo. "Eu nego que seja responsável pelas finanças pessoais de qualquer pessoa", rebateu.

O presidente da CPI dos Bingos, Efraim Morais (PFL-PB), afirmou que as declarações prestadas à comissão parlamentar serão usadas para reforçar o pedido de quebra de sigilo do presidente do Sebrae. Se a nova tentativa não tiver resultado, o caso será levado ao Ministério Público.

Contradições

Paulo de Tarso Venceslau e Paulo Okamotto mantiveram na acareação de hoje as declarações prestadas em depoimento prestado separadamente à CPI dos Bingos.

Venceslau acusou Okamotto de ser tesoureiro informal do PT, de pedir lista de fornecedores das prefeituras do PT para captar recursos junto a empresários e de ser responsável por sua demissão da prefeitura de São José dos Campos. "Ninguém tinha delegação para fazer o que ele fazia em São José dos Campos", afirmou.

Okamotto negou as acusações e classificou como mentirosas as declarações de Venceslau. "Vamos tentar separar as verdades, as invenções e as mentiras", afirmou. "Eu não tinha motivo para pedir a sua demissão senhor Paulo de Tarso", continuou. "Eu nunca pedi lista de fornecedores para ninguém", concluiu.

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