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25/05/2006 - 13h05

Simon lança candidatura e dispara ataques a governistas

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ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

Ao lado do ex-governador Anthony Garotinho, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) formalizou hoje sua candidatura à Presidência da República. A chapa terá Garotinho como vice. Os dois candidatos direcionaram ataques aos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), que lideram o grupo governista contrário a candidatura própria do partido.

Os líderes do PDT, deputado Miro Teixeira (RJ), e do PPS, Fernando Coruja (SC), estiveram presentes e sinalizaram que podem apoiar Simon. "Temos candidato lançado, mas assim como o PPS temos esperança de apresentarmos uma candidatura única alternativa", disse Miro.

O senador Pedro Simon chegou a lamentar a morte do ex-presidente Tancredo Neves, que abriu caminho para que o vice José Sarney --que saiu do PDS e entrou no PMDB-- assumisse o comando do país. "Não era hora de morrer o Tancredo. Ele morreu e deixou o Sarney e o PMDB paga até hoje os seus pecados por isso", alfinetou.

Vantagens pessoais

Garotinho acusou os dois senadores de minar a candidatura própria para obter vantagens pessoais. "Eles não têm projetos para o país. Querem se manter no poder com o Lula por causa dos cargos, das benesses", disparou.

Garotinho responsabilizou Renan e Sarney por sua desistência de disputar como cabeça de chapa a vaga de candidato do PMDB ao Palácio do Planalto.

"Venho travando com essas pessoas um debate muito sério que tornou-se quase que de uma convivência impossível. Senti que não tinha condições para que me mantivesse a frente desse processo", revelou.

Iniciativa de Garotinho

O ex-governador contou ainda que partiu dele a sugestão para que Simon assumisse a candidatura. "Ele sempre foi fiel a tese da candidatura própria e não tem o desgaste que eu tive", justificou.

O presidenciável Pedro Simon acusou Renan Calheiros de "pular de galho em galho". "Ele é todo bacana. Esteve no PC do B, depois apoiou o Collor, foi ministro do Fernando Henrique e agora é o homem de maior confiança do Lula", disse.

Simon observou que o PMDB tem que lançar um nome na disputa para que o país não fique com a opção de escolher entre "o sim e o sim senhor". "Se ficarem só com os dois [Lula e Geraldo Alckmin] não sei como é que vai terminar essa campanha", continuou.

O PMDB tem que entrar na disputa, segundo ele, para dar uma linha ética e moral para a campanha.

Na pesquisa Datafolha divulgada ontem, o senador Simon obteve 2% de intenção de voto entre os eleitores ouvidos na sondagem.

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