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02/10/2000 - 09h25

Acaba reinado de 40 anos de Brasil Vita na Câmara de SP

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da Folha Online

A eleição deste ano marca o fim de um "reinado" na Câmara de São Paulo. Brasil Vita (PPB), que tentava sua 11ª vitória, não obteve votos suficientes para continuar na Câmara. Ficou em 65º lugar, com 19.066 votos (0,35% do total).

Brasil Vita é considerado como um dos vereadores mais ligados aos dois últimos prefeitos, Paulo Maluf e Celso Pitta. Ele fazia parte da tropa de choque do Executivo, responsável pela não continuidade do processo de impeachment contra Celso Pitta.

João Brasil Vita nasceu em 1922, no bairro do Cambuci, em São Paulo. Formou-se advogado pela Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da Universidade de São Paulo, em 1946.

Iniciou sua carreira política em 1959, pelo antigo PST, mudou-se para a Arena durante o regime militar (1964-1985). Com o fim do bipartidarismo, em 1979, passou a pertencer aos quadros do PDS. Depois, transferiu-se para o PTB e, por fim, filiou-se ao PPB, de Paulo Maluf.

Há 40 anos na Câmara, é o vereador mais antigo do país, está concorrendo ao 11º mandato. Em dez mandatos, já foi presidente da Câmara duas vezes (1973 e 1995) e em outras seis foi vice-presidente. Atualmente é líder do prefeito Celso Pitta na Câmara Municipal.

Em 1973, com a exoneração do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, Brasil Vita, então presidente da Câmara, assumiu a prefeitura por dez dias, até a aprovação do nome de Miguel Colasuonno pela Assembléia Legislativa.

Foi líder do prefeito Olavo Setubal, em 1976. Na eleição de 1982, foi o vereador do PDS mais votado, com 215.897 votos. Na eleição de 1988, já no PTB, sua votação caiu para 24.517 votos.

Em 1989, foi absolvido pelo plenário da Câmara da acusação de improbidade administrativa - o vereador foi acusado de ter dispensado licitação pública para a realização de reformas na Câmara. Em 1992, foi eleito com apenas 15.263 votos. Em sua última disputa, em 1996, teve 34.032 votos.

Nas urnas, conheceu apenas uma derrota: quando se candidatou ao Senado, em 1994, pelo PTB.

Brasil Vita é especialista em encaminhar pedidos da população para asfaltar ruas, instalar lâmpadas e orelhões, canalizar córregos e outras coisas do gênero. Governista durante toda a sua carreira, exceto no governo da petista Luiza Erundina (1989 a 1992), seus pedidos são recebidos como ordem.

Na atual legislatura, o vereador teve seis projetos de sua autoria promulgados, um concedendo título de cidadão paulistano e quatro dando nomes a ruas e praças. O último, proibiu o uso de bombas self-service nos postos de gasolina. Também foi autor da proposta para que CPI da Máfia dos Fiscais excluísse das investigações vereadores, o prefeito e os secretários municipais.

Como líder de Celso Pitta, este ano, conseguiu evitar que Pitta sofresse impeachment e perdesse o mandato. O trabalho de Vita nos bastidores foi essencial para salvar a o prefeito.

Leia também:Câmara terá mais de 50% de "caras novas"

Veja a lista dos 55 eleitos


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