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03/08/2006 - 11h52

Corregedoria do Senado ouve depoimento de assessor de Suassuna

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ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), ouve agora pela manhã o depoimento de Marcelo Cardoso Carvalho, ex-assessor do líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB).

Carvalho foi preso pela Operação Sanguessuga da Polícia Federal, acusado de integrar a quadrilha que desviava recursos do Orçamento da União por meio da compra superfaturada de ambulâncias.

Com o depoimento, Tuma tenta descobrir se Suassuna também participava do esquema. Ele nega. Além do peemedebista, a Corregedoria também investiga os senadores Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT). Os assessores dos dois serão ouvidos em datas ainda não divulgadas.

Segundo apurou a Folha Online, no depoimento que presta à PF hoje, o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, um dos donos da Planam, teria complicado a situação de Suassuna, ao confirmar que ele sabia da participação do assessor no esquema.

Nos depoimentos que prestaram à Justiça, os donos da Planam disseram que repassaram R$ 220 mil para Carvalho, que se identificava como o homem que negociava pelo senador.

CPI

A CPI dos Sanguessugas também ouvirá hoje os depoimentos de assessores de parlamentares acusados de participar da máfia das ambulâncias. No total, 31 foram convidados a depor em sessão reservada a partir das 14h.

Segundo o presidente da comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), quem não comparecer vai ser intimado a depor. Ele afirmou que é importante ouvir os assessores porque tem muito parlamentar jogando a culpa neles.

"Existem assessores que receberam vantagens indevidas com pleno conhecimento do parlamentar. Sabemos que jogar a culpa nos assessores não resiste a uma comprovação específica", disse.

A comissão iria se reunir hoje para votar requerimentos, entre eles o de convocação do ex-ministros da Saúde, José Serra, Humberto Costa e Saraiva Felipe, mas não houve quórum porque a maioria dos parlamentares está na PF ouvindo o depoimento de Vedoin. A discussão destas propostas ficou marcada para terça-feira.

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