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11/08/2006 - 10h00

Citados negam acusações e atacam CPI dos Sanguessugas

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Praticamente todos os deputados e senadores que responderam à Folha disseram que a CPI dos Sanguessugas se transformou em "palco eleitoral" ou realizou "julgamento sumário" sem dar chance de defesa aos parlamentares acusados de envolvimento no esquema de licitação irregular para a compra de ambulâncias.

A reportagem ligou para todos os 72 parlamentares que tiveram o nome enviado ao Conselho de Ética, mas a maior parte deles não respondeu ou não foi localizado.

Senadores

Magno Malta (PL-ES) - "É melhor a morte do que enfrentar uma sociedade que põe todo mundo na vala comum. Não sou ladrão, não sou sanguessuga, nunca botei emenda para ambulância, indignado estou de ver o meu nome enfiado nessa malandragem. O sr. Vedoin e o filho disseram que acertaram com o deputado Lino Rossi de dar um carro para mim, como se minha honra valesse só uma van."

Ney Suassuna (PMDB-PB) - "Sou um cara rico, dei 82 ambulâncias no meu primeiro mandato. Se eu gastei o salário todo de cinco anos com ambulância, não ia atrás de R$ 200 mil. Os Vedoin podem ter achado que eu sabia pela desenvoltura com que o Marcelo [ex-assessor] falava em meu nome."

Serys Slhessarenko (PT-MT) - "Não conheço nem estive com Vedoin. Não tenho dívidas de campanha e meu genro Paulo nega, nunca recebeu esse dinheiro, nem trabalha para mim nem tem autorização para fazer arrecadação de campanha. É um ataque político porque sou candidata ao governo do Estado."

Deputados

Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ) - A deputada criticou a CPI, dizendo que não teve a oportunidade de apresentar defesa. "Sinto-me injustiçada, mas estou tranqüila."

Amauri Gasques (PL-SP) - Afirma que uma ex-assessora recebeu o depósito da empresa Planam, mas nega envolvimento dele no esquema.

Benedito Dias (PP-AP) - Afirmou que não teve oportunidade de apresentar defesa à CPI e o fará ao Conselho de Ética. Admitiu conhecer Vedoin, mas negou atuação para beneficiar empresas dele.

Cabo Júlio (PMDB-MG) - Disse que poderá apresentar sua defesa, já que não teve oportunidade na CPI. "Recebo a notícia com alívio, pois posso agora apresentar defesa ao Conselho de Ética."

Carlos Nader (PL-RJ) - Segundo ele, não há prova concreta de seu envolvimento no caso e nenhuma de suas emendas foi executada pela Planam. "A CPI só levou em conta a acusação leviana de um bandido confesso."

Celcita Pinheiro (PFL-MT) - Ela disse ter recebido a inclusão de seu nome com indignação. "Não tenho nenhuma relação com a Planam ou suas associadas. Jamais recebi qualquer repasse financeiro da empresa."

Jonival Lucas Junior (PTB-BA) - Afirmou que seu ex-funcionário assumiu a responsabilidade de ter recebido o dinheiro. "Mesmo assim não me inocentaram. Usaram a CPI como palanque eleitoral."

Jorge Pinheiro (PL-DF) - Não quis dar declarações.

José Militão (PTB-MG) - Nega envolvimento. "Não apresentaram nenhuma linha da minha defesa, nos fizeram de palhaço."

Laura Carneiro (PFL-RJ) - Para a deputada, a CPI fez um julgamento político, já que o próprio relator admite que a ampla defesa acontecerá em outra instância. "Vou continuar me defendendo e vou provar inocência."

Lino Rossi (PP-MT) - Também disse que vai se defender no conselho e nega envolvimento no esquema. "Não nego que sou amigo do Darci [Vedoin], que ele me ajudou nas campanhas, me ajudou a comprar aquele carro e tenho dívidas com ele. Não peço atestado de antecedentes criminais para as pessoas."

Marcondes Gadelha (PSB-PB) - Afirma que o assessor que recebeu depósito não estava lotado em seu gabinete na época e que suas emendas para ambulâncias não foram ganhas por empresas do esquema.

Nilton Capixaba (PTB-RO) - Disse que apresentará sua defesa ao Conselho de Ética. Usará como base o próprio depoimento de Vedoin, argumentando que em nenhum momento ele direcionou emenda.

Osmânio Pereira (PTB-MG) - "Achei o procedimento sumário, sumaríssimo, não levou em consideração os esclarecimentos. Não tive nenhuma emenda executada pela Planam nem recebi do esquema."

Paulo Baltazar (PSB-RJ) - Classificou de "oportunista e com objetivos puramente eleitoreiros" a decisão da CPI de enviar seu nome ao conselho.

Paulo Gouvêa (PL-RS) - Disse não ter relação com os Vedoin. "Desafio pai ou filho a provarem que algum dia falaram comigo e coloco à disposição os sigilos da minha família e meus assessores."

Reinaldo Betão (PL-RJ) - "É um crime eleitoral, não tem nada provado que eu recebi algo, apenas um cara acusando. Nunca estive com Vedoin. Quero ver provas. A CPI não me deu direito de defesa. É um extermínio eleitoral."

Reinaldo Gripp (PL-RJ) - "A CPI ofereceu um palco para baratear as campanhas de cada um, houve uma inquisição. Nunca tive emenda aprovada para ambulância. Meu nome está aí por causa dessa delação premiada, na qual quanto mais confusão criada melhor."

Ricardo Rique (PL-PB) - "Se a CPI não considerou minha defesa, a Justiça irá considerar. Não estou preocupado. Sou um dos deputados mais ricos da Casa, não é negocinho de ambulância que vai macular meu nome."

Vanderlei Assis (PP-SP) - Afirmou que nenhuma de suas emendas beneficiou a Planam ou empresas ligadas a ela. Diz que o depósito de R$ 30 mil feito por Vedoin em sua conta é referente ao pagamento de um quadro, de sua autoria.

Wanderval Santos (PL-SP) - Não quer se manifestar.

Wellington Fagundes (PL-MT) - Disse não ter emenda executada pela Planam.

Wellington Roberto (PL-PB) - Afirmou ter havido precipitação. "Quem vai arcar com o prejuízo eleitoral? Não há nenhuma prova contra mim, apenas a afirmação de um bandido, mas sem documentos."

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