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13/08/2006 - 08h02

Lula diz que "vai aparecer ainda muita corrupção" no país

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KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado em um comício em Fortaleza (CE), no início da noite, que "vai aparecer ainda muita corrupção no Brasil". Isso vai acontecer, segundo o candidato à reeleição pelo PT, porque em seu governo "nunca fica lixo embaixo do tapete".

"Minha mãe era pobre, mas era limpa. Ela levantava o tapete para limpar a casa, levantava o sofá", disse o presidente. O comício aconteceu na periferia da capital do Ceará, no bairro do Pirambu, um dos mais violentos da cidade.

"Nós levantamos o sofá e varremos a sujeira inteira. Então, pode ficar certo que vai continuar, porque nós vamos continuar desbaratando toda e qualquer coisa que aparecer, mesmo que seja um companheiro do PT, um companheiro do PC do B, um companheiro do PSB. Porque nós entramos na política para sermos honestos, para mudar a história deste país, e não para fazer a mesma coisa que os outros fazem historicamente neste país."

Não estavam no palanque nem José Airton Cirilo, candidato a deputado federal pelo PT, nem José Nobre Guimarães, candidato a deputado estadual, ambos envolvidos em escândalos recentes de corrupção. Cirilo, no caso dos sanguessugas, e Guimarães, no caso dos dólares encontrados na cueca de um ex-assessor.

A organização do comício estimou que havia no local 40 mil pessoas, número muito diferente do falado por um policial militar, que estimou 5.000 presentes. A impressão, para parte da imprensa, é que havia 15 mil pessoas.

Lula afirmou que, para mostrar como seu governo está desbaratando casos de corrupção do passado, irá entregar à imprensa, a cada "debate", um documento com um histórico das quadrilhas envolvidas.

Sobre debates, o candidato deu conselho aos candidatos a quem declarou apoio. Disse que não podem levar desaforo para casa. "Tem que enfrentar o debate, porque senão a gente vai ver gente que não tem direito fazer desaforo para a gente."

Sobre ele mesmo, disse: "Eu, você sabe, tenho que ficar calmo. Eu falo grosso, mas gosto de ficar calmo quando falo de política, porque sou presidente da República. Não posso xingar ninguém, nome de governador, de deputado, dos meus adversários". Lula já havia anunciado anteriormente que não participará de debates no primeiro turno.

No palanque, ele estava acompanhado dos ex-ministros Ciro Gomes (PSB) e Eunício Oliveira (PMDB), ambos candidatos a deputado federal, a quem agradeceu por ter estado no governo, "mesmo nos momentos mais difíceis". O petista discursou por 30 minutos e, depois das 20h30, voltou para Brasília.

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