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18/08/2006 - 09h24

Apoiado pela Universal, petista cresce entre pentecostais

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da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já foi comparado ao demônio por pastores, avança na preferência dos eleitores evangélicos pentecostais. O percentual que pretende votar em Lula neste ano aumentou 59%, na comparação entre pesquisa Datafolha das eleições de 2002 e de julho deste ano --última a cruzar intenção de voto e religião. Lula aproxima-se dos evangélicos desde 2002, quando ganhou o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, neopentecostal ligada a membros do PRB.

Depois do apoio da Universal, Lula aproximou-se ainda mais dos evangélicos com medidas como a mudança no Código Civil que garantiu personalidade jurídica própria às igrejas e entidades religiosas e a inserção de evangélicos em conselhos de políticas públicas.

Para o professor do Departamento de Comunicação da PUC-RJ, César Jacob, especialista em análises sobre voto e religião, o crescimento de Lula entre pentecostais é resultado da adoção, pelo petista, de estratégia inaugurada pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello: usar também a máquina das igrejas pentecostais como um dos meios para obter votos nas periferias urbanas.

Para Jacob, prova de que os apoios dos pentecostais têm impacto são os mapas eleitorais de Anthony Garotinho (PMDB), que teve votações mais expressivas em 2002 em anéis pentecostais das periferias urbanas.

A bancada de deputados evangélicos é cada vez maior: já tem 61 integrantes, contra 98 que se declaram católicos.

Até o momento, algumas das principais igrejas pentecostais, como a Assembléia de Deus e o Evangelho Quadrangular, ainda não oficializaram apoios a candidatos, mas fazem discursos de aprovação ao presidente.

"Quando ele era candidato, o Brasil não o conhecia, a população tradicional era assustada. Mas não foi ruim" diz o presidente do conselho político da Convenção Geral das Assembléias de Deus, Ronaldo Fonseca. Em 2002, a Convenção Geral, maior braço da Assembléia, apoiou José Serra (PSDB).

No entanto, a reportagem apurou com integrantes da igreja que, apesar da proximidade de Fonseca com o presidente, a tendência é fechar com Geraldo Alckmin (PSDB).

Rui Barboza, secretário-geral de cidadania do Evangelho Quadrangular, com 1,3 milhão de fiéis, segundo o Censo, defendeu Lula das denúncias de corrupção --a igreja teve dois deputados envolvidos no escândalo dos sanguessugas.

"De uma forma ou de outra, com todas as denúncias, os partidos em geral foram envolvidos. No entanto, observa-se uma posição imparcial do presidente.", diz Barboza.

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