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22/08/2006 - 10h57

Biscaia critica decisão de sanguessugas de recorrerem ao STF contra cassações

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da CPI dos Sanguessugas, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), criticou nesta terça-feira a estratégia utilizada por onze deputados acusados de envolvimento na máfia das ambulâncias que recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar retardar as aberturas dos processos de cassação no Conselho de Ética. O argumento apresentado pelos deputados --de que não tiveram oportunidade de defesa na CPI-- está infundado, na opinião de Biscaia.

"Não existe cerceamento de defesa na CPI. A comissão não é peça de defesa. E a decisão do STF, que já negou uma das liminares apresentadas pelos deputados, reforça esse entendimento", afirmou.

A renúncia de apenas dois deputados suspeitos de envolvimento na máfia das ambulâncias não surpreendeu o presidente da CPI. Biscaia disse que a estratégia dos 67 parlamentares que serão investigados pelo Conselho de Ética da Câmara será protelar ao máximo, na Justiça, os processos de cassação.

"O número é pequeno porque, provavelmente, os envolvidos contam que os processos não avancem. Nessa perspectiva, não há razão nenhuma para renunciarem", disse.

O deputado disse que vai lutar, na Câmara, para que os processos de cassação dos 67 deputados prossigam na próxima legislatura para os que se reelegerem em outubro. "Alguns vão ser cassados pelas urnas. Mas vamos conseguir que os processos continuem. O importante é não tolerar essa impunidade."

Biscaia elogiou a decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, que decidiu impugnar registros de três candidaturas de parlamentares envolvidos na máfia das ambulâncias --Laura Carneiro (PFL), Fernando Gonçalves (PTB) e Elaine Costa (PTB). "Espero que essa medida seja estendida a outros tribunais, e quem sabe, chegue até ao Tribunal Superior Eleitoral", disse Biscaia.

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