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23/08/2006 - 18h00

PSOL pede pressa nos processos de cassação de senadores sanguessugas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de acelerar os três processos de cassação contra senadores acusados de participação na máfia das ambulâncias, a deputada Maninha (PSOL-DF) protocolou hoje na Mesa Diretora do Senado representações para abertura imediata dos processos.

O texto é de autoria do PSOL e foi assinado pela presidente do partido, senadora Heloísa Helena (AL), candidata à Presidência da República.

O PSOL quer impedir que os senadores tenham mais prazo para renunciar aos mandatos, depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encaminhou ao Conselho de Ética as denúncias contra eles, em vez de representações --o que na prática retarda em quase um mês o início das investigações.

"Não queremos que aconteça aqui no Senado o que houve na Câmara [no episódio do mensalão]. Apesar de tudo, lá a tramitação dos sanguessugas está sendo rápida. A representação foi feita diretamente ao Conselho de Ética para evitar que termine em pizza", disse a deputada.

A representação do PSOL, no entanto, foi protocolada depois que o Conselho de Ética decidiu, esta manhã, encaminhar as denúncias à Mesa para que os processos efetivamente sejam instalados. Na prática, a representação do partido teve apenas efeito político.

Calheiros prometeu devolver os processos como representações ao Conselho de Ética até amanhã. O presidente do Senado enviou hoje correspondências aos sete membros titulares da Mesa Diretora para que se manifestem em 24 horas sobre a abertura dos processos de cassação.

O segundo vice-presidente do Senado, Antero Paes de Barros (PSDB-MT), preferiu não se manifestar sobre os processos, mesmo sendo integrante da Mesa Diretora.

Paes de Barros disputa com a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) o governo do Mato Grosso. Ela é uma das acusadas de participação na máfia das ambulâncias, e terá o processo de cassação analisado pelo Conselho de Ética.

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