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27/08/2006 - 09h13

Aprovação aos congressistas cresce, apesar de escândalos

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da Folha de S.Paulo

Apesar de escândalos como o do mensalão e o dos sanguessugas, a avaliação do Congresso Nacional melhorou de julho para agosto: a taxa de aprovação subiu de 13% para 17% --o mesmo nível alcançado em dezembro de 2004, antes do início do escândalo do mensalão.

Simultaneamente, a taxa de reprovação caiu de 40% para 37% --próxima à existente no final de maio de 2005, antes das entrevistas do então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciando o pagamento de um "mensalão" a deputados.

Os congressistas são mais bem avaliados pelos moradores das regiões Norte/Centro-Oeste (20%) e Nordeste (19%). Os eleitores mais críticos estão no Sudeste (39% de ruim/péssimo) e no Sul (36%).

Dentro do Sudeste, a taxa de reprovação atinge 43% em São Paulo (contra 13% de aprovação) e 42% no Rio (contra 11% de aprovação). O Rio é o Estado com maior número de parlamentares acusados de envolvimento no escândalo dos sanguessugas. Em Minas, a taxa de aprovação é sensivelmente maior: 20% (a de reprovação fica em 31%).

A avaliação dos parlamentares melhora à medida que se caminha das capitais para os municípios do interior: nas primeiras, apenas 15% avaliam o desempenho dos legisladores como ótimo/bom. Esse índice cresce para 16% nos demais municípios das regiões metropolitanas e alcança 18% nas cidades do interior.

Estratos
Os homens são bem mais críticos que as mulheres em relação aos congressistas: 42% do eleitorado masculino considera o desempenho dos senadores e deputados federais como ruim/péssimo. Essa taxa fica em 32% entre as mulheres.
As taxas de aprovação ao Legislativo federal despencam à medida que a escolaridade aumenta: 20% dos eleitores com o ensino fundamental aprovam a atuação dos parlamentares.

Essa taxa declina para 15%, entre aqueles que têm o ensino médio, e para 10%, entre os que possuem curso superior. As taxas de reprovação mostram uma tendência inversa: elas aumentam de 30% entre os eleitores menos escolarizados para 51% entre os mais instruídos.

Um quadro semelhante pode ser observado considerando a renda familiar mensal. A taxa de aprovação diminui à medida que a renda aumenta: 20% de ótimo/bom na faixa que vive com até 2 salários mínimos, 15% entre os que ganham de 2 a 5 salários, 12% no estrato entre 5 e 10 salários, e apenas 11% entre aqueles que têm uma renda familiar superior a 10 salários.

Os simpatizantes do PSDB são os mais críticos em relação ao atual Congresso: 47% de reprovação contra 13% de aprovação. Os adeptos do PMDB têm uma avaliação diferente: 22% de aprovação e 33% de reprovação. Os simpatizantes do PT e do PFL exibem a mesma taxa de aprovação (20%) e taxas semelhantes de reprovação (34% e 36%, respectivamente).

Por religião, os espíritas são os mais críticos (52% de reprovação). Entre os pentecostais, a reprovação cai a 32%.

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