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29/08/2006 - 11h32

Renan defende fim do voto secreto só para cassações

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio às discussões sobre o voto aberto na Câmara dos Deputados, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta terça-feira a manutenção do voto secreto em parte das votações do Congresso. "Eu acho que o voto aberto em alguns casos é recomendável, como em cassações. Mas acho que você não pode generalizar, porque você expõe as pessoas a uma pressão enorme do poder político e do poder econômico também."

O presidente do Senado justificou a afirmação com o argumento de que o voto secreto "garante mais independência das pessoas [parlamentares] em relação ao governo e ao poder econômico". Por outro lado, Renan disse que o voto aberto "possibilita melhor acompanhamento do parlamentar que a sociedade exigiu".

A Câmara deve analisar, na semana que vem, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto em todas as votações.

Líderes do governo e da oposição sinalizaram que estão dispostos a fechar acordo para colocar a matéria em votação já na próxima terça-feira. Mas por se tratar de PEC, são necessárias votações em dois turnos na Câmara e no Senado.

O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), já se mostrou favorável ao fim do voto secreto em todas as votações. Os integrantes da CPI dos Sanguessugas também defendem o voto aberto com o argumento de que os processos de cassação contra parlamentares suspeitos de participação na máfia das ambulâncias não vão acabar em "pizza", como no episódio do mensalão, caso fique comprovada a ligação dos deputados com o esquema.

Renan disse que, quando a matéria chegar à análise dos senadores, vai reunir os líderes partidários para chegarem a um consenso sobre a proposta. "O plenário é que vai decidir sobre isso. Temos decidido tudo com os líderes. Se eles entenderem que devemos priorizar essa votação, vamos priorizá-la", afirmou.

MPs

Para que a Câmara consiga votar a PEC do voto secreto, os deputados terão que destrancar a pauta da Casa, obstruída por 20 medidas provisórias com urgência para votação.

Segundo Aldo, os líderes devem fechar acordo para votarem de forma simbólica as 20 MPs, que seriam analisadas com maior cautela pelos senadores.

Para Renan, ao contrário da Câmara, no Senado não vai haver polêmica para a votação das MPs. "Aqui há quadro de convergência absoluta. Vamos reunir os líderes e ver o melhor tratamento para essas matérias."

Especial
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