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29/08/2006 - 21h33

Justiça manda Vedoin pagar dívida

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HUDSON CORRÊA
da Agência Folha, em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso mandou o empresário Luiz Antônio Vedoin, apontado como chefe da máfia dos sanguessugas, pagar em 24 horas uma dívida de R$ 1,846 milhão com a empresa Iveco Latin América, do grupo Fiat, que fabricava os veículos vendidos como ambulâncias pelo esquema.

O prazo conta a partir da notificação de Vedoin, que ainda não ocorreu. O mandado de citação foi encaminhado ao oficial de Justiça no dia 23, mas até hoje não havia sido cumprido, segundo informações do cartório da 16ª Vara Civil de Cuiabá (MT), possivelmente porque Vedoin não foi localizado.

O senador Antero Paes de Barros (PSDB), candidato a governador de Mato Grosso, disse que Vedoin pode ter feito novas acusações contra congressistas como uma forma de levantar dinheiro.

Em entrevista à revista "Veja" da semana passada, Vedoin citou Antero como um dos que fizeram acordo para receber dinheiro em troca de emendas ao Orçamento.

Segundo o senador, Vedoin busca com políticos dinheiro para pagar advogados. Em troca, segundo Antero, o empresário passou comprometer no esquema os adversários desses políticos.

Em entrevista publicada nesta semana pela revista "Época", Vedoin listou os nomes de 11 deputados que teriam uma dívida de R$ 892 mil com ele. Os valores seriam referentes a empréstimos e adiantamentos de propinas.

Penhora

Com relação ao valor devido à Iveco, uma alternativa de Vedoin é dar bens a penhora para quitar o débito. Caso contrário, na falta de pagamento, a própria Justiça deve penhorar o patrimônio do empresário para levar a leilão.

A Iveco entrou com a ação para cobrar a dívida no início de agosto. Além de Vedoin, são alvos do processo a mulher do empresário, Helen Paula; o pai dele, Darci Vedoin; a mãe, Cléia; a irmã, Alessandra, e o cunhado Ivo Marcelo Spínola.

A empresa da qual a Iveco cobra a dívida é a Santa Maria, aberta por Vedoin, em 1999, em nome de sua empregada doméstica.

O advogado Otto Medeiros de Azevedo Júnior, que defende Vedoin, não telefonou de volta para a reportagem. No celular dele, ninguém atende.

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