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31/08/2006 - 21h06

Alckmin diz que Brasil "anda para trás"

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HUDSON CORRÊA
da Agência Folha, em Cuiabá

O candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) disse hoje em Cuiabá (MT) que "o governo Lula, se fosse reeleito, acabava antes de começar" porque "já ia entrar em fim de festa". Alckmin fez o comentário ao criticar o ritmo de crescimento do país, com base na evolução do PIB.

Sobre o avanço de 0,5% do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro, o tucano disse que "é uma vergonha" o país ser "o laterninha do crescimento". "O Brasil anda para trás, enquanto países emergentes, a América Latina, crescem mais 6%", disse.

Alckmin afirmou que um novo governo Lula acabaria antes de começar porque "não tem maioria, não tem liderança e não faz as reformas".

"No Orçamento do ano que vem, já está claro que vai aumentar imposto, porque os gastos correntes cresceram, nos 90 dias, quase 1% do PIB. Gastaram R$ 20 bilhões em razão do processo eleitoral e o país anda de devagar", disse Alckmin.

Segundo o tucano, o crescimento no país será possível com a redução de impostos, queda nos juros e investimentos em infra-estrutura. "Mesmo [a taxa de juros] tendo caído meio ponto [para 14,25%], ainda é a maior do mundo", disse o candidato.

O tucano também atacou Lula. "As pessoas ainda não se atinaram da gravidade da crise que se aproxima", afirmou. "Ouvi meu adversário dizer que o país não tem pressa para crescer. Talvez não tenha pressa para ele, passeando por aí de Aerolula [avião presidencial] para todo o lado", disse.

Para Alckmin, a crise que existia na agricultura "agora baixou na indústria". Ele citou a Volkswagen, que anunciou demissões de funcionários.

"O que houve com a Volkswagen? Ela montou uma plataforma exportadora do carro Fox e em três anos foi inviabilizada pela questão da desvalorização artificial do dólar. Tirou a competitividade. [Isso] Já afetou a indústria de sapatos, de roupas, de brinquedos e de móveis", afirmou.

Inocente

Alckmin fez comício, carreata e caminhada com o senador Antero Paes de Barros (PSDB), candidato a governador de Mato Grosso, investigado pela CPI dos Sanguessugas por suposto envolvimento com o esquema de venda de emendas ao Orçamento.

"Acho que Antero já prestou os esclarecimentos e vai prestar os que se fizerem necessários. Mato Grosso sabe que ele é um homem honrado", afirmou o tucano. Ele disse acreditar que o senador é inocente.

Durante entrevistas e discursos em Cuiabá, Alckmin chamou o governo Lula de corrupto. "A corrupção é no governo Lula. Não é do partido [PT]. O dinheiro saiu do governo", afirmou, ao ser indagado se achava Lula corrupto.

Sobre pesquisas eleitorais --que dão vitória a Lula--, Alckmin disse que a campanha começa "em setembro" e o eleitor deve definir seu candidato depois do dia 7.

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