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03/09/2006 - 10h03

Tucano e sanguessuga apóiam Lula no Rio

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MÁRIO MAGALHÃES
da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro

Em um encontro com a participação de pelo menos um suspeito de embolsar propina da máfia das ambulâncias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu ontem no Rio o apoio de dois prefeitos de partidos da coligação de Geraldo Alckmin (PSDB).

O prefeito de Saquarema, Antônio Peres Alves (PMDB), foi citado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), subrelator da CPI das Sanguessugas, como beneficiário do esquema. Peres foi um dos 52 prefeitos fluminenses (56,5% do total de 92), de 13 partidos, que se manifestaram a favor de Lula em um hotel na zona oeste.

Ele nega que a Prefeitura tenha comprado ambulâncias da Planam. O vice-presidente da Associação Brasileira de Municípios, Carlos Pereira (PP, prefeito de Tinguá), sublinhou a condição de suspeitos --e não condenados-- dos colegas.

"O presidente Lula não pode entrar nesses detalhes", disse Pereira. "Ele está olhando a macrossituação do país, a macrossituação da sua campanha. Não pode nesse momento estar escolhendo voto a, b ou c."

Terceiro palanque

O evento foi uma demonstração da força de Lula, embora com freqüência aquém dos 65 prefeitos esperados.

A maioria participa da campanha de Sérgio Cabral Filho (líder, com 42%, na última pesquisa Datafolha). Os dois candidatos que apóiam oficialmente Lula são Marcelo Crivella (PRB, 19%) e Vladimir Palmeira (PT, 1%).

A adesão majoritária dos prefeitos indica que Lula construiu um terceiro --e mais forte-- palanque no Rio. Cabral diz que se mantém neutro na disputa presidencial. Riverton Mussi (PSDB), prefeito de Macaé, disse que aderiu ao presidente porque Lula "abriu as portas aos municípios do interior".

O prefeito de Porto Real, Jorge Serfiotis (PFL), afirmou que preferiu Lula porque o presidente "vai ganhar a eleição". "Tenho que pensar no município." Ele é correligionário do prefeito do Rio, Cesar Maia, pró-Alckmin.

Outros três prefeitos suspeitos de receber propina da máfia das ambulâncias tinham crachás à disposição, mas a organização não confirmou suas presenças. A direção da campanha se recusou a divulgar a lista de comparecimento.

O presidente criticou, sem citar nomes, o ex-governador Garotinho e a governadora Rosinha, ambos do PMDB anti-lulista. De acordo com Lula, a União poderia ter investido no Rio R$ 500 milhões no programa social Bolsa-Família (gastou R$ 294 milhões em 2005), se não houvesse má vontade do Estado. Também sem citar nomes, usou Alckmin para fazer um contraponto ao casal, dizendo que teve "um bom relacionamento com o [então] governador de São Paulo, que hoje é meu adversário".

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