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07/09/2006 - 11h12

Grito dos Excluídos reúne 1.000 pessoas na Catedral da Sé

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ANDREA CATÃO
da Folha Online

Cerca de 1.000 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram na manhã desta quinta-feira de missa na Catedral da Sé, na região central da capital paulista, pelo Grito dos Excluídos. Por volta das 9h de hoje, o grupo partiu em marcha a pé até o Museu do Ipiranga, onde será realizado ato até as 13h30. São esperadas cerca de 8.000 pessoas no local.

Neste ano, o tema nacional do Grito dos Excluídos é "Brasil: na força da indignação, sementes de transformação". Os atos ocorrem simultaneamente em várias cidades do país, enquanto que a reunião nacional fica concentrada em Aparecida, no interior do Estado de São Paulo.

Os atos são realizados todos os anos no dia 7 de setembro por ser feriado da Independência do país. Os atos são direcionados contra a política econômica do governo que gera mais exclusão.

De acordo com a coordenação do movimento, os atos em São Paulo também são contra a violência, lembrando os ataques ocorridos no Estado cuja autoria é imputada ao PCC (Primeiro Comando da Capital); e direcionada aos moradores de rua vítimas da violência.

Segundo o padre José Renato Ferreira, uma das lideranças do Grito dos Excluídos, só a capital concentra cerca de 12 mil moradores de rua. "Queremos lembrar, e também cobrar das autoridades, a solução do massacre ocorrido na região da Sé há dois anos, em que moradores de rua foram assassinados", afirmou.

Em agosto de 2004, sete moradores de rua foram mortos, com golpes na cabeça, e outros oito ficaram gravemente feridos. Todos foram atacados na região central de São Paulo. Na época, a suspeita da polícia era de que as agressões tivessem ligação com o tráfico de drogas na região. Porém, nada foi confirmado.

Como este é um ano eleitoral, o padre José Renato afirmou que também será feito um trabalho com os movimentos sociais de orientação para que os eleitores não votem em candidatos envolvidos em corrupção.

"Pedimos que não votem em mensaleiros e sanguessugas, mas não fazemos qualquer tipo de orientação partidária. Não é esse o objetivo. Nossa meta é conscientização."

O Grito dos Excluídos teve início em 1995 a partir da campanha da fraternidade da Igreja Católica que tinha como tema a exclusão. Com a organização dos movimentos sociais da igreja, como as pastorais e as comunidades eclesiais de base, outros grupos foram agregados, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a União dos Movimentos de Moradia, a Marcha Mundial das Mulheres, grupos da Consciência Negra, sindicatos, entre outros.

Rosana Santos, da coordenação estadual do Grito dos Excluídos e membro do MST, disse que, como ocorre todos os anos, não será permitido durante o ato a participação de qualquer candidato. Durante a manifestação, grupos de música popular fazem apresentação no palco montado no Parque da Independência.

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