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18/09/2006 - 18h44

Alckmin insinua que dinheiro para compra de dossiê é público

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FELIPE NEVES
da Folha Online

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira que os episódios de corrupção envolvendo o governo federal e o PT são "reincidentes" e que chegou o momento de dar um "basta". De forma indireta, ele insinuou que o dinheiro para a compra do dossiê que poderia prejudicar tucanos provém de desvio de verbas públicas.

"Os problemas que nós estamos vivendo na política brasileira relacionados ao PT e ao governo Lula não são fatos isolados desse vale-tudo e, ao mesmo tempo, do desvio de dinheiro público, não são fatos isolados", disse Alckmin após encontro com lideranças evangélicas da Assembléia de Deus.

Logo após fazer a insinuação, o tucano recuou. Ao ser questionado diretamente se acreditava que o dinheiro para a compra do tal dossiê --R$ 1,7 milhão-- é proveniente de recursos públicos desviados, Alckmin saiu pela tangente.

"Eu não faço afirmação que eu não tenho prova", esquivou-se Alckmin, atribuindo à polícia o dever dever de apurar a origem do dinheiro e de descobrir quem é o mandante da ação.

Alckmin mencionou como exemplos do "vale-tudo", além do episódio do dossiê, as recentes denúncias envolvendo as cartilhas do governo e a reportagem publicada pela Folha no domingo, que mostra que o programa Primeiro Emprego, do governo federal, beneficia ONGs de petistas.

O tucano disse ainda que, a cada nova denúncia, fica mais difícil de acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sabe de nada. Para ele, chegou o momento de dar um "basta".

"Eu entendo que a sociedade brasileira vai dizer basta, chega, esgotou a possibilidade de achar que essas coisas eram pontuais, que o presidente não sabe, que não viu, que está por fora das coisas. Não. São fatos reincidentes, que mostram que é preciso dizer um basta a esse estado da política brasileira", afirmou Alckmin.

O caso

A Polícia Federal prendeu em São Paulo na sexta-feira passada Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos. Junto com eles, a PF apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão.

Em Cuiabá, a PF prendeu Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam (acusada de chefiar o esquema sanguessuga) e seu tio, Paulo Roberto Dalcol Trevisan. A pedido de Vedoin, Trevisan entregaria em São Paulo um dossiê --fitas de vídeo, fotografias, agenda e documentos-- contra Serra.

Em depoimento à PF, Gedimar disse que o dinheiro veio do PT. Mais tarde, informou que seu contato no PT era alguém chamado "Freud".

No quadro da Secretaria Particular da Presidência, como assessor especial, está Freud Godoy. O Palácio do Planalto confirmou que, após ter seu nome envolvido, ele pediu demissão do cargo para o chefe de gabinete da Presidência, Giberto Carvalho.

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