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18/09/2006 - 18h47

Bastos diz que PF vai investigar Freud e que Lula está "indignado" com dossiê

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse hoje que o suposto envolvimento de Freud Godoy com a compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra será investigado pela Polícia Federal. "Se ele estiver envolvido, vai ser investigado, indiciado ou inocentado", afirmou.

Freud teve o nome envolvido no caso por Gedimar Pereira Passos, preso na sexta-feira junto com o empreiteiro Valdebran Padilha. Junto com eles foram apreendidos R$ 1,7 milhão. A PF suspeita que o dinheiro seria usado para pagar o dossiê que seria vendido por Luiz Antônio Vedoin, acusado de liderar a máfia das ambulâncias. Gedimar disse para a PF que o dinheiro veio do PT e que o contato dele no partido se chamaria Freud ou Froud.

Freud Godoy, por coincidência, é o nome do assessor especial da Secretaria Particular da Presidência, que pediu hoje demissão do cargo. A demissão deve ser publicada amanhã no "Diário Oficial" da União.

Segundo Bastos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não que acredita no envolvimento de Freud Godoy com a suposta tentativa de compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra. A declaração de Lula teria sido dada antes do presidente embarcar Nova York.

Bastos afirmou que o presidente ficou "indignado" e que não "compactua com essa história de dossiê. "Não contem comigo para fazer uso desse ou esse", teria dito Lula, segundo o ministro da Justiça.

Bastos disse que o PT nunca se utilizou de dossiês para atacar adversários e citou o caso Cayman, que envolveria Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O ministro afirmou que disse que a "atmosfera eleitoral" está "incendiada pela grande vantagem de Lula nas pesquisas". "Faltando 15 dias para a eleição é difícil manter a calma e a serenidade. As pessoas têm que ser investigadas. Não podem fazer jogo eleitoral, jogo de cena."

O PSDB e o PFL pediram hoje para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação do registro de candidatura de Lula após o escândalo do dossiê.

Grampos no TSE

Bastos disse que conversou com o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, e ficou definido que a PF vai investigar o caso. Ele disse que pedirá para a Procuradoria Geral da República indicar procuradores para acompanhar esse inquérito dentro dos "padrões do trabalho e investigação".

Questionado sobre a declaração do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, que disse não confiar nos trabalhos da PF, Bastos respondeu: "Faz parte da atmosfera eleitoral [essa declaração de Borhausen]. Também posso dizer que não confio em Bornhausen, mas não vou dizer."

A presidente do TSE, Ellen Gracie, condenou os grampos. "É muito sério que qualquer pessoa, qualquer cidadão brasileiro seja biblilhotado indevidamente, mais sério ainda se trata de ministros que tenham cargo de zelar sobre o processo eleitoral que está se desenvolvendo. Vamos deixar que as apurações sejam feitas para chegar a alguma conclusão."

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