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20/09/2006 - 21h08

Valério não comenta depósito feito para empresa de Freud

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão do PT, disse hoje, por meio de nota divulgada por sua assessoria, que não fará comentários sobre o depósito de R$ 98,5 mil que teria feito na conta da empresa de Freud Godoy, ex-assessor e segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, envolvido na suposta tentativa de compra do dossiê.

Valério alegou que já prestou todas as informações sobre o mensalão a vários órgãos encarregados das investigações e que entregou também "milhares de documentos" a essas instituições. Marcelo Leonardo, advogado do empresário, disse que a manifestação sua ou do seu cliente ficaria "no limite da nota" divulgada. A nota nem sequer confirma ou nega o depósito.

A informação de que a SMPB, agência de publicidade em que Valério era sócio, depositou R$ 98,5 mil na conta da Caso Comércio e Serviços Ltda., de propriedade de Freud, consta na documentação entregue por Valério na CPI dos Correios, no ano passado. O depósito foi feito no dia 20 de janeiro de 2003, conforme mostrado em reportagem de hoje do jornal "O Estado de S. Paulo".

"O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza informa que não fará comentários sobre matéria divulgada hoje pelo jornal O Estado de São Paulo e Agência Estado", diz a nota de Valério.

"O empresário mineiro destaca que já prestou, em mais de 60 horas de depoimentos, todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades federais --Procuradoria Geral da República, Polícia Federal, CPIs dos Correios e Mensalão e Receita Federal. Ele ressalta também que entregou, em todas as instâncias, milhares de documentos que demonstram a regularidade fiscal e tributária das empresas das quais foi sócio", informa o texto.

A nota diz ainda que Valério pediu, em 15 de agosto passado, a "rejeição da denúncia oferecida" ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Procuradoria Geral da República. Entre os motivos alegados, a nota de Valério destaca: "A acusação foi baseada em provas obtidas por meios ilícitos, não individualiza, nem descreve a conduta dos denunciados; não apresenta fatos concretos, somente frutos de mera criação do acusador".

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