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03/10/2006 - 20h11

"Gafanhotos" são campeões nas urnas

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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
THIAGO REIS
da Agência Folha

Todos os parlamentares envolvidos no "escândalo dos gafanhotos" em Roraima que disputaram um cargo eletivo nestas eleições tiveram uma votação expressiva. Seis deles foram eleitos. Dois saíram como campeões das urnas.

O esquema, denunciado em 2002 pela Folha e desbaratado em 2003 pela Polícia Federal, consistia no desvio de recursos públicos, estaduais e federais, utilizando uma folha de pagamento com funcionários fantasmas. O prejuízo ao erário foi de cerca de R$ 230 milhões.

O ex-governador Neudo Campos (PP), que chegou a ser preso pela PF, terminou em primeiro na disputa para o cargo de deputado federal por Roraima. Recebeu 16.211 votos.
O deputado estadual mais votado também é um "gafanhoto": Mecias de Jesus (PL), reeleito com 6.452 votos.

Há outros três investigados entre os dez mais votados no Estado. Aurelina Medeiros (PSDB) ficou em segundo lugar, com 4.324 votos. Jalser Renier (PFL), em sétimo, e Chico Guerra (PSDB), em nono, foram eleitos com folga.

Chicão (PDT), que recebeu 1.522 votos, também assegurou sua vaga, mesmo ficando na 31ª posição.

O candidato Sérgio Ferreira (PTB), também investigado, ficou em 17º lugar, mas não conseguiu a vaga em razão do coeficiente eleitoral. Flamarion Portela (PTC), ex-governador do Estado, cassado em 2004, não entrou por pouco. Foi o 26º colocado nas urnas. São 25 deputados na Casa.

Os "gafanhotos" candidatos à Assembléia receberam 12% do total dos votos válidos: 23.457.

A Folha tentou falar com os deputados eleitos. Os reeleitos não estavam em seus gabinetes. Os recém-eleitos não foram localizados.

Pororoca

No Amapá, alvo de uma outra grande operação da PF envolvendo políticos --a Pororoca--, os investigados não tiveram o mesmo desempenho nas urnas.

De oito candidatos acusados de envolvimento --todos postulantes à reeleição--, só três foram eleitos. Sebastião Rocha (PDT), Jurandil Juarez (PMDB) e Davi Alcolumbre (PFL) garantiram vaga na Câmara Federal.

A ação da PF foi deflagrada em novembro de 2004 e prendeu políticos, funcionários públicos e empresários envolvidos em fraudes em processos de licitação de obras feitas com recursos federais.

Benedito Dias (PP), Coronel Alves (PL) e Eduardo Seabra (PTB) não foram reeleitos. Os três também são acusados de participar da máfia dos sanguessugas. Dias nega envolvimento; os outros dois não se pronunciaram ainda.

Hélio Esteves (PT) e Gervásio Oliveira (PMDB) também não conseguiram voltar à Casa. O processo do caso Pororoca está em segredo de Justiça. Alcolumbre disse que "não tem nada ver" com o esquema e que a associação de seu nome a ele não influenciou na eleição. Rocha e Juarez não foram encontrados.

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