Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
26/10/2006 - 20h15

Prona e PL se unem e criam o Partido da República

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PL (Partido Liberal) e o Prona (Partido de Reedificação da Ordem Nacional) decidiram nesta quinta-feira fundir as duas legendas e criar o PR (Partido da República) na tentativa de superar a cláusula de barreira --que impõe restrições às legendas que não obtiveram votação superior a 5% em todo o país e pelo menos 2% em nove Estados brasileiros.

Com a fusão, o PR passa a contar com 25 deputados federais e três senadores. As legendas devem ganhar o reforço do PT do B (Partido Trabalhista do Brasil), que pretende integrar o PR depois de resolver impasses burocráticos. Pelo acordo firmado entre os partidos, os candidatos do PR vão continuar adotando o número 22, registrado pelo PL junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O PR terá como presidente Sérgio Tamer, que integra a executiva nacional do PL. O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PL-AM) foi nomeado presidente de honra do novo partido. Segundo o deputado Enéas Carneiro (Prona-SP), o argumento decisivo para o Prona optar pela fusão foi o aumento expressivo do tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV.

"A lei obriga o PL, o Prona e os dois partidos juntos a fazer alianças. Cada um faz as que lhe convém", disse.

O líder do PL na Câmara, deputado Luciano Castro (RR), afirmou que um parlamentar do Prona vai exercer a liderança do PR na Casa Legislativa. Já a vice-liderança do PR será ocupada por um parlamentar do PL.

Mensaleiros e sanguessugas

Enéas disse não estar "constrangido" de se unir ao PL mesmo tendo como principal bandeira, na campanha eleitoral, o fato de integrar um partido que não tem parlamentares envolvidos nos escândalos do mensalão e dos sanguessugas --ao contrário do PL. "Minha postura será a mesma. Quando eu discordar, terei permissão para manifestar a minha opinião", disse.

Já o líder do PL afirmou que a criação do PR não "apaga" o passado dos liberais no Congresso.
"Uma nova sigla nasce pelo entendimento", resumiu.

Castro disse o PR mantém o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e admitiu que o partido vai reivindicar cargos caso o petista seja reeleito --já que o PL ocupa atualmente o Ministério dos Transportes. "Ministério é prerrogativa do presidente. Vamos ser membros participantes da base aliada, e como aliados devemos participar do governo", afirmou.

Se o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) ganhar as eleições no próximo domingo, Castro disse que o PR vai ter que decidir em reunião da executiva do partido o futuro político da legenda.

Apesar do anúncio da fusão, os parlamentares afirmaram que vão protocolar o pedido de criação do novo partido no TSE somente na próxima terça-feira.

Segundo Castro, o tribunal pode demorar até dois meses para aceitar o pedido. "De fato, o novo partido já existe. Mas de direito, só quando o TSE homologar o registro", disse.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre cláusula de barreira
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página