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01/01/2007 - 09h07

Cabral assume em meio a nova crise na segurança e sem informações do Estado

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RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro

Sérgio Cabral Filho (PMDB), 43, assume hoje o governo do Rio sem dinheiro, sem informações e com a segurança pública em crise. Ele defende a eficiência na gestão como a panacéia para os problemas.

Até quinta, porém, Cabral dizia não saber se terá recursos para pagar o funcionalismo público, e culpou a atual governadora e ex-aliada, Rosinha Matheus (PMDB), por não lhe repassar os dados do Estado.

"Não tenho informação nenhuma sobre quanto o Estado tem hoje no caixa", disse.

O ex-senador pretende repetir a estratégia de Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulo Hartung (PMDB-ES) e implementar um "choque de gestão" no Estado, que previa terminar o ano com déficit de R$ 2,2 bilhões.

Na sexta-feira, Rosinha anunciou publicamente que vai deixar R$ 634 milhões em caixa, que somados à arrecadação de janeiro serão suficientes para pagar os servidores.

Primeiras medidas

Uma das primeiras medidas de Cabral será baixar um pacote de decretos reduzindo as despesas de custeio em 30%.

Diferentemente da antecessora, Cabral mantém boas relações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem fez bem-sucedida dobradinha no segundo turno. Ele confia que a aproximação possa se reverter em parcerias durante o mandato. Na semana passada, acertou convênio de R$ 90 milhões com o governo federal para usar em projeto de urbanização na Rocinha e investimentos no Maracanazinho.

Desde a campanha eleitoral, Cabral se esforça para tentar passar a imagem de bom administrador e conciliador. Defende que a gestão eficiente é solução para os problemas do Rio. "Nada será desculpa para a gente não trabalhar", disse.

Na segurança, Cabral assume tendo de enfrentar a expansão e os desdobramentos da atuação das milícias, grupos de policiais que fazem segurança privada de regiões.

Tomando à força favelas e áreas antes dominadas por traficantes, as milícias são apontadas como as causas da onda de ataques de criminosos à região metropolitana do Rio. Para aumentar o número de policiais nas ruas, Cabral vai firmar convênio com a prefeitura para dar gratificações a policiais e alterar o regime de plantões. O projeto-piloto, que pretende expandir, começa por Copacabana e pela Ilha do Governador.

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