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07/05/2007 - 11h28

Ex-mulher diz que Enéas Carneiro preferiu morrer em casa

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

Adriana Lorandi, ex-mulher do deputado federal Enéas Carneiro, disse nesta segunda-feira que o parlamentar preferiu morrer em casa, no Rio. A decisão foi tomada após o agravamento da doença. Enéas tinha leucemia e morreu ontem à tarde, em casa.

Segundo Adriana, Enéas aceitou a doença e morreu "em paz" e "sem revolta". "Ele queria ver um país melhor, sentia muito a questão das crianças. A preocupação dele era porque se pagar tanto na dívida externa e interna e não sobrar nada [para as crianças]", afirmou a ex-mulher, durante o velório do deputado.

A ex-mulher ressaltou que Enéas deixa um legado de honestidade, patriotismo e generosidade. "Além de uma inteligência limpa e um caráter inigualável. Foi um excelente pai", disse Adriana, que acompanhou o deputado em casa.

O corpo de Enéas Carneiro está sendo velado no Memorial do Carmo, no cemitério do Caju, zona norte do Rio. A cremação foi adiada das 11h para as 13h.

Biografia

Deputado pelo PR (Partido da República), Enéas Ferreira Carneiro nasceu em novembro de 1938, em Rio Branco (AC). Fundador do extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), em 2002 foi eleito Deputado Federal com o maior número de votos na história do país. Em 2006, Enéas foi reeleito (desta vez com 387 mil votos) para o cargo em que permaneceria até 2010.

Formado em medicina em 1965 pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Enéas gostava de repetir que foi o melhor aluno em todas as séries do primário ao ginásio ou que passou em primeiro na faculdade. Enéas seguiu seus estudos e fez mestrado em cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em sua primeira tentativa de chegar à presidência (em 1989), ainda desconhecido, com 360 mil votos, tornou famoso o bordão "Meu nome é Enéas", que encerrava seus 15 segundos no programa eleitoral.

Na segunda (1994), deixou para trás pesos-pesados da política, como Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB), chegando em terceiro lugar. Em 2000, Enéas concorreu à Prefeitura de São Paulo, obtendo apenas 3% dos votos válidos.

Um levantamento do Datafolha de 1998 revelou que Enéas era visto como alguém "inteligente e brilhante". Já os eleitores o classificavam como um político folclórico e cômico. "Não é um atributo pelo qual eu tenha mérito nenhum. Foi Deus quem me deu. É como beleza física. Ninguém tem mérito por ser bonito", afirmou ele na época.

Enéas contabilizava "milhares" de livros lidos e "dezenas de milhares" de trabalhos científicos publicados em áreas que vão de estruturalismo, geopolítica e macroeconomia à lógica, epistemologia e cibernética, passando por filosofia, paleantropologia e astrofísica, além de medicina.

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