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21/09/2006 - 10h07

Estudo conclui que britânicos descendem de espanhóis

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da France Presse, em Londres

Britânicos são, graças a seus ancestrais celtas, descendentes distantes de pescadores vindos da Espanha. A conclusão é do estudo coordenado por Bryan Sykes, professor de genética humana da Universidade Oxford.

Os celtas têm uma "digital" genética quase idêntica à dos antigos habitantes das regiões costeiras da Espanha, que teriam emigrado para o norte entre 4.000 e 5.000 antes de Cristo, explica Sykes. O especialista lança, esta semana, um livro sobre o tema chamado "Blood of the Isles" ( que pode ser traduzido como "Sangue das Ilhas").

Até agora, os celtas eram considerados descendentes de tribos da Europa central. Sykes passou cinco anos examinando amostras de DNA extraídas de 10 mil voluntários do Reino Unido e da Irlanda para elaborar sua tese.

"Há cerca de 6.000 anos, os ibéricos desenvolveram barcos capazes de navegar os oceanos que lhes permitiram cruzar o canal da Mancha. Quando chegaram, já havia habitantes no Reino Unido, mas só alguns milhares. Estas pessoas foram assimiladas em uma tribo celta maior. A maioria das pessoas nas ilhas britânicas, na realidade, é de descendentes de espanhóis", explicou Syke.

A equipe descobriu que, ao contrário do que se acreditava, os celtas não são ancestrais apenas dos franceses, galeses e irlandeses.

Segundo o estudo, a grande maioria dos britânicos descende das seis ondas de imigração que precederam a conquista normanda: celtas, vikings dinamarqueses, noruegueses, norte-africanos do Oriente Médio e romanos. Entre estas, a marca genética mais comum é a dos celtas.

"Embora os países celtas tenham sido até agora considerados geneticamente diferentes dos ingleses, isto não é completamente certo", garante o professor Sykes.

"A descoberta é significativa porque a idéia de uma raça céltica separada está profundamente enraizada na nossa estrutura política e foi causa de divisões históricas. Culturalmente, a visão de uma raça separada pode se sustentar, mas, de um ponto de vista genético, o Reino Unido não é uma nação dividida", acrescentou.

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