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02/10/2006 - 10h14

Dois americanos conquistam o Nobel de Medicina

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da France Presse, em Estocolmo

Dois americanos, Andrew Z. Fire e Craig C. Mello, foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas sobre a forma de silenciar os genes que não funcionam corretamente, o que pode levar a novas terapias para combater doenças graves.

Fire e Craig foram premiados porque descobriram um mecanismo fundamental para o controle do fluxo da informação genética, anunciou a Assembléia Nobel do Instituto Karolinska de Estocolmo em um comunicado. Os trabalhos se referem ao RNA (ácido ribonucleico), que serve como intermediário na circulação da informação genética do DNA às proteínas.

Efe
Andrew Z. Fire é professor de patologia e genética em Stanford
Andrew Z. Fire é professor de patologia e genética em Stanford
A descoberta, chamada de interferência RNA, que acontece nas plantas, animais e seres humanos, foi publicado em 1998. Isto representa apenas oito anos entre a publicação e um Prêmio Nobel, um recorde de tempo em termos de reconhecimento de um avanço científico. Em geral, o Nobel de Medicina é concedido várias décadas depois, quando a história prova que o estudo foi realmente revolucionário.

Fire, nascido em 1959, é professor de patologia e genética na Universidade de Stanford (Califórnia). Mello, nascido em 1960, é professor de medicina molecular na Universidade de Massachusetts.

Em 1998, eles publicaram na revista britânica "Nature" a descoberta, que permite reduzir os genes ao silêncio graças à molécula RNA de fita dupla. A interferência RNA é importante para a defesa do organismo em relação aos vírus. Muitos vírus têm um código genético que inclui um RNA de fita dupla.

Efe
Craig Mello é professor de medicina molecular em Massachusetts
Craig Mello é professor de medicina molecular em Massachusetts
Fire e Mello começaram a trabalhar com vermes e descobriram um mecanismo molecular natural que se encontra tanto nas plantas como nos animais e seres humanos. Ao obrigar os genes nocivos ao silêncio, os cientistas esperam ser capazes de criar novos tratamentos para combater as infecções virais, as enfermidades cardiovasculares e as desordens hormonais.

A interferência RNA já se transformou em um instrumento de pesquisa importante em biologia e biomedicina, afirma o Comitê Nobel, que também destaca a possibilidade de benefícios para a agricultura. Os testes em animais já permitiram bloquear um gene responsável pela elevação da taxa de colesterol.

Fire e Mello compartilharão 10 milhões de coroas suecas (aproximadamente 1,08 milhão de euros ou US$ 1,37 milhão).

Dois australianos, J. Robin Warren, 68, e Barry J. Marshall, 54, receberam no ano passado o Nobel de Medicina por terem provado, contra o ceticismo da comunidade científica, que as doenças do estômago, em particular as úlceras, têm origem bacteriana e podem ser tratadas mediante antibióticos.

O prêmio de Medicina abriu as festividades do Nobel neste ano. O Nobel de Física será anunciado na terça-feira e o de Química, na quarta-feira. O Nobel de Economia será divulgado em 9 de outubro e o da Paz, o único atribuído pela Noruega, em 13 de outubro.

O de Literatura é o único cuja data de anúncio é um mistério. O comitê divulgará um pré-aviso de 48 horas se o mesmo será conhecido na próxima quinta-feira ou apenas no dia 12 de outubro.

Representados por um diploma, uma medalha de ouro e um cheque de 10 milhões de coroas suecas, os seis prêmios serão entregues durante cerimônias em Estocolmo e em Oslo no dia 10 de dezembro.

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