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12/02/2003
-
18h00
Os sites de encontro na internet e o crescimento dos comportamentos de risco entre homossexuais e heterossexuais favorecem a expansão do vírus da Aids nos Estados Unidos. A conclusão foi tirada por pesquisadores da Associação Médica e de Saúde de Nova York e apresentada hoje na 10ª conferência sobre Retrovírus, em Boston.
O estudo afirma que, entre os homossexuais, "os sites de encontro na internet desempenham atualmente o mesmo papel que as saunas e os clubes nos anos 70 e 80 na difusão do vírus", afirmou Sabina Hirshfield, da associação.
Um levantamento realizado com 2.934 homens homossexuais que utilizam a web mostra que "84% dos participantes encontraram parceiros sexuais graças a internet e 64% deles mantiveram relações sexuais sem proteção".
"O comportamento sexual de altíssimo risco descoberto neste estudo sugere que a internet pode ser o lugar em que os homossexuais encontram novos companheiros e, potencialmente, transmitem o HIV", afirmam os cientistas.
As estatísticas mostram que entre aqueles que sabem que são portadores do vírus, 80% afirmam que tiveram parceiros que não estavam infectados. Entre os que encontraram companheiros pela internet, os soropositivos registram um número de relações sem proteção maior do que as pessoas não portadoras do vírus.
Entre os participantes do estudo, 80% mantiveram relações homossexuais e 19% bissexuais. A idade de 46% dos entrevistados varia entre 18 e 29 anos, 46% entre 30 a 49 anos e 8% têm 50 anos ou mais. Entre os entrevistados, 27% afirmam que tiveram mais de cem parceiros sexuais durante sua vida e 6% deles contabilizaram mais de dez em 30 dias.
Liberdade
Outro estudo norte-americano, realizado com pessoas que saíram recentemente da prisão após o cumprimento de penas de curta duração (de um a dois anos), mostra que os comportamentos de risco entre os soropositivos não se limita à comunidade homossexual.
"Um total de 31% das pessoas portadoras do vírus que mantiveram relações sem proteção nos dias seguintes à sua saída da prisão consideraram provável a hipótese de contaminação das parceiras sexuais soronegativas", explicou David Wohl, da Universidade da Carolina do Norte, que comandou a pesquisa.
O trabalho com 80 ex-presidiários mostra que "imediatamente depois da saída da prisão, uma parte significativa dos ex-detentos soropositivos têm um comportamento de alto risco de transmissão do HIV, que pode representar um fator importante na transmissão do vírus dentro de sua comunidade", concluíram os cientistas.
Panorama nos EUA
O médico Ron Valdisseri, do Centro de Controle de Doenças, subordinado ao governo federal norte-americano, calcula que "285 mil pessoas infectadas nos Estados Unidos ignoram que são portadoras do vírus".
Apesar da preocupação com o leve aumento de 1% nos casos registrados no país em 2001, Valdisseri afirmou que "é muito cedo para dizer se isto é uma tendência".
Para o médico Harold Jaffe, também membro do Centro de Controle de Doenças, "os comportamentos de risco que observamos são preocupantes, sobretudo entre homossexuais e bissexuais. Alguns fatores contribuem para as mudanças de comportamento, entre eles o esquecimento dos efeitos da epidemia em seu começo, o uso de drogas e o otimismo a respeito dos tratamentos".
Internet estimula propagação da Aids, indica pesquisa
da France Presse, em BostonOs sites de encontro na internet e o crescimento dos comportamentos de risco entre homossexuais e heterossexuais favorecem a expansão do vírus da Aids nos Estados Unidos. A conclusão foi tirada por pesquisadores da Associação Médica e de Saúde de Nova York e apresentada hoje na 10ª conferência sobre Retrovírus, em Boston.
O estudo afirma que, entre os homossexuais, "os sites de encontro na internet desempenham atualmente o mesmo papel que as saunas e os clubes nos anos 70 e 80 na difusão do vírus", afirmou Sabina Hirshfield, da associação.
Um levantamento realizado com 2.934 homens homossexuais que utilizam a web mostra que "84% dos participantes encontraram parceiros sexuais graças a internet e 64% deles mantiveram relações sexuais sem proteção".
"O comportamento sexual de altíssimo risco descoberto neste estudo sugere que a internet pode ser o lugar em que os homossexuais encontram novos companheiros e, potencialmente, transmitem o HIV", afirmam os cientistas.
As estatísticas mostram que entre aqueles que sabem que são portadores do vírus, 80% afirmam que tiveram parceiros que não estavam infectados. Entre os que encontraram companheiros pela internet, os soropositivos registram um número de relações sem proteção maior do que as pessoas não portadoras do vírus.
Entre os participantes do estudo, 80% mantiveram relações homossexuais e 19% bissexuais. A idade de 46% dos entrevistados varia entre 18 e 29 anos, 46% entre 30 a 49 anos e 8% têm 50 anos ou mais. Entre os entrevistados, 27% afirmam que tiveram mais de cem parceiros sexuais durante sua vida e 6% deles contabilizaram mais de dez em 30 dias.
Liberdade
Outro estudo norte-americano, realizado com pessoas que saíram recentemente da prisão após o cumprimento de penas de curta duração (de um a dois anos), mostra que os comportamentos de risco entre os soropositivos não se limita à comunidade homossexual.
"Um total de 31% das pessoas portadoras do vírus que mantiveram relações sem proteção nos dias seguintes à sua saída da prisão consideraram provável a hipótese de contaminação das parceiras sexuais soronegativas", explicou David Wohl, da Universidade da Carolina do Norte, que comandou a pesquisa.
O trabalho com 80 ex-presidiários mostra que "imediatamente depois da saída da prisão, uma parte significativa dos ex-detentos soropositivos têm um comportamento de alto risco de transmissão do HIV, que pode representar um fator importante na transmissão do vírus dentro de sua comunidade", concluíram os cientistas.
Panorama nos EUA
O médico Ron Valdisseri, do Centro de Controle de Doenças, subordinado ao governo federal norte-americano, calcula que "285 mil pessoas infectadas nos Estados Unidos ignoram que são portadoras do vírus".
Apesar da preocupação com o leve aumento de 1% nos casos registrados no país em 2001, Valdisseri afirmou que "é muito cedo para dizer se isto é uma tendência".
Para o médico Harold Jaffe, também membro do Centro de Controle de Doenças, "os comportamentos de risco que observamos são preocupantes, sobretudo entre homossexuais e bissexuais. Alguns fatores contribuem para as mudanças de comportamento, entre eles o esquecimento dos efeitos da epidemia em seu começo, o uso de drogas e o otimismo a respeito dos tratamentos".
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