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21/05/2003 - 17h51

Fantasma seria reflexo de estímulos ambientais, diz estudo

da Folha Online

Recomeçou a temporada de caça a fantasmas. Em um estudo publicado na última edição do "British Journal of Psychology" (www.bps.org.uk), psicólogos britânicos concluíram que encontros com espectros, relatados por centenas de voluntários, não passam de uma resposta a estímulos ambientais.

Mais de 400 voluntários participaram do estudo, que focou dois prédios reconhecidos no Reino Unido como assombrados: os arcos de South Bridge, em Edinburgh (Escócia), que seria lar do fantasma de um menino conhecido como "sr. Boots"; e o palácio de Hampton Court, em Surrey (Inglaterra), onde Catarina Howard, 5ª mulher do rei Henrique 8º (1491 - 1547), vagaria pelos corredores.

Após caminharem pelos locais, cerca de 45% dos participantes relataram pelo menos uma "experiência incomum", como vertigens, dores de cabeça, náuseas e falta de ar. Eles também sentiram mudanças bruscas de temperatura e a existência de outra pessoa no ambiente, mesmo quando não havia ninguém.

Os pesquisadores então mediram espaço, movimento do ar, incidência de luz e campos magnéticos nos prédios escolhidos. "Reunidos, esses relatos sugerem que as supostas assombrações não representam evidência de atividade fantasmagórica, mas são o resultado da resposta pessoal --talvez de forma inconsciente-- a fatores normais", afirma o principal autor do estudo, Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire.

"Assombrações existem, no sentido em que existem locais em que as pessoas, comprovadamente, têm experiências incomuns", disse o pesquisador à rede de notícias BBC. "A existência de fantasmas é um modo de explicar essas experiências."

Com agências internacionais
 

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