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Quero Ser Mãe

29/04/2004

Novo serviço de reprodução assistida parcela FIV em até 12 vezes

CLÁUDIA COLLUCCI
colunista da Folha Online

Um novo serviço em reprodução assistida promete preencher uma lacuna que existe hoje nessa área: tratamentos a preços acessíveis. Como todos estão cansados de saber, a rede pública só possui dois hospitais (Hospital das Clínicas de São Paulo e o Hospital Pérola Byngton) que dispõem de tratamento gratuito (inclusive a medicação). Mas, juntos, têm filas de espera com cerca de 20 mil pessoas. Por outro lado, os planos de saúde privados não bancam nem as inseminações nem a fertilização in vitro.

Pois bem, a agência de medicina Corplus, já presente nas áreas de medicina estética e toxicologia, se propõe a facilitar o acesso a procedimentos geralmente não cobertos pelos planos de saúde e está oferecendo tratamento de inseminação intra-uterina, fertilização in vitro (FIV), injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI) a preços bem inferiores aos praticados no mercado.

A inseminação, por exemplo, sai por R$ 2.000 à vista e pode ser parcelada em até seis prestações mensais de R$ 333,33. Cada tentativa de FIV custa R$ 6.000 à vista e pode ser parcelada em até 12 meses. A ICSI sai por R$ 7.000 e também pode ser paga em 12 parcelas mensais. A vantagem é que esse preço já inclui os medicamentos. A empresa aceita cartão de crédito e cheque pré-datado.

Uma das razões para os preços mais reduzidos, segundo a empresa, foi uma parceria com o laboratório Ferring que vai fornecer todos os medicamentos utilizados nos tratamentos. Por enquanto, a Corplus conta com um único grupo de atendimento --a clínica do médico José Aristodemo Pinotti (av. Brasil, 622) e no centro de reprodução humana do Hospital São Lucas (r. Piratingui, 80). Dois médicos conhecidos no mercado --dr. Gilberto da Costa Freitas, diretor do centro de reprodução humana do Hospital Pérola Byngton, e o dr. Arthur Dzik-- fazem parte da equipe.

Outra coisa interessante é que, no caso das FIVs e ICSIs, se a mulher não produzir folículos, têm créditos que variam de R$ 1.500 a R$ 3.200, dependendo do procedimento.

Até que se prove o contrário, creio que a proposta do serviço seja bem viável, especialmente para os casais que não têm condições financeiras de bancar os altos preços de mercado. Há clínicas, por exemplo, que chegam a cobrar R$ 15 mil por cada tentativa de FIV (sem contar os medicamentos).

Nesses últimos cinco anos em que venho dedicando parte do meu tempo a informar e a escutar casais com dificuldade de gravidez, percebo que uma das maiores fontes de angústia é a falta de acesso aos serviços de reprodução assistida.

É óbvio que o ideal seria termos tratamento gratuito disponível na rede pública. Direitos reprodutivos são garantidos pela Constituição. Mas, infelizmente, isso não prioridade das nossas autoridades públicas de saúde. Como já disse na última coluna, direitos reprodutivos nesse país se resumem aos métodos contraceptivos.

Sobre o novo serviço, vocês podem obter mais informações pelo tel: 0xx/11/ 3707-1400 ou no site www.corplus.com.br. Abraços e boa semana a todos.
Cláudia Collucci, repórter da Folha de S. Paulo, é mestre em História da Ciência pela PUC-SP e autora dos livros "Por que a gravidez não vem?", da editora Atheneu, e "Quero ser Mãe", da editora Palavra Mágica. Escreve quinzenalmente na Folha Online.

E-mail: claudiacollucci@uol.com.br

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