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21/11/2005 - 10h10

Cai acidente na 23 de Maio "espremida", diz CET; usuário reclama

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FÁBIO GRELLET
do Agora

O motoboy André Luiz da Silva, 28 anos, perdeu a conta do número de fechadas de que foi vítima ao trafegar pelo corredor das avenidas 23 de Maio, Rubem Berta, Moreira Guimarães e Washington Luis, na zona sul paulistana, desde meados de outubro. "O dia-a-dia ficou mais perigoso."

Já o taxista Neivaldo Roja, 42, gastou R$ 258 para comprar um novo retrovisor elétrico para seu Santana, depois que um motoboy o arrancou durante uma manobra. "Nos últimos tempos, não cheguei a perdê-lo, mas tive que pintá-los, e mesmo assim já estão raspados de novo." Segundo ele, nas últimas semanas, a 23 de Maio virou um dos locais mais perigosos para os motociclistas.

A mudança de que motoboy e taxista reclamam ocorreu em outubro, quando a prefeitura da capital estreitou as faixas de tráfego em trechos dessas avenidas, que formam um corredor expresso, para criar uma faixa adicional e melhorar a fluidez de veículos.

Atacada pelos usuários, a decisão rendeu resultados positivos, segundo a CET: carros menos velozes e redução do congestionamento e do número de acidentes.

"Antes, a média de veículos [que passavam pela avenida] por hora era de 7.000, e já chegou a 8.400. Nossas avaliações também já indicam queda da lentidão, especialmente nos horários de pico, e redução dos acidentes com motos", diz Sebastião Muniz, gerente de engenharia de tráfego da CET.

Segundo ele, antes da mudança, os acidentes com moto representavam 35% do total. Hoje são menos de 20%. Para ele, isso ocorre porque a velocidade dos veículos caiu. "Antes se corria mais. Agora, com carros e motos mais devagar, é mais difícil haver acidente."

Ele admite que o estreitamento causa "desconforto" aos motoristas. "Mas assim eles correm menos, o que é mais adequado", diz.

Muniz afirma também que a redução dos acidentes provoca melhoria do trânsito. "Em dez minutos, um acidente com moto causa 1.500 m de congestionamento", afirma. "Portanto, menos acidentes resultam em via mais livre."

Quinta faixa

A primeira via a ter a mudança foi a 23 de Maio, entre os viadutos Euclides Figueiredo e Pedroso, no sentido bairro-centro. Havia quatro faixas de 3,5 m, que viraram cinco --quatro com 2,65 m e a da direita, por onde circulam os ônibus, de 3,20 m. Depois um trecho da av. Washington Luis --do viaduto João Julião da Costa Aguiar, na altura da av. dos Bandeirantes, até a entrada do aeroporto, no sentido bairro-- também foi alterado: as quatro faixas de cerca de 3,25 m viraram cinco, com larguras que variam de 2,50 m a 2,70 m.

Motoristas reclamam. "Os motociclistas seguem circulando entre os carros e agora passaram a chutar a lataria dos carros que os "espremem". Outro dia uma mulher de moto chutou a lateral do meu carro", diz Natalício Bezerra, presidente do sindicato dos taxistas da capital. Segundo ele, os carros diminuíram a velocidade por medo de colisões laterais. "Quem corria a 80 km/h agora trafega a 60 km/h."

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