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26/06/2006 - 21h28

Fracasso em ação do PCC em São Bernardo suspendeu segundo ataque

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da Folha Online

O fracasso do plano de matar três agentes penitenciários do CDP-1 de São Bernardo (Grande São Paulo), que terminou na manhã desta segunda-feira com 13 supostos integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) mortos e cinco presos, teria obrigado outro grupo a suspender um ataque --também contra agentes-- em outra cidade da região, Mauá.

Os integrantes do PCC da Grande São Paulo receberam ordens de dentro do sistema penitenciário paulista para matar de 5 a 15 agentes penitenciários em dez dias. O prazo terminaria na terça-feira (27).

Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Marco Antônio de Paula Santos, ao menos dois agentes do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá estavam sendo seguidos por criminosos e seriam mortos na manhã desta segunda, em uma ação simultânea à de São Bernardo.

Para o delegado, a comunicação da reação policial à ação de São Bernardo levou os outros envolvidos a suspenderem o ataque em Mauá.

Em São Bernardo, o alvo dos suspeitos eram agentes do CDP-1 da cidade. Três deles seriam atacados após o expediente, no trajeto entre a unidade e um ponto de ônibus. No total, 13 suspeitos foram mortos e outros cinco, presos. A Polícia Civil não acredita que haja inocentes entre os mortos.

O PCC teria decidido matar agentes na Grande São Paulo pela suposta falta de violência nos ataques feitos na região, no último mês de maio.

Entre os dias 12 e 19 de maio, o PCC promoveu uma série de ataques coordenados contra forças de segurança em diversos pontos do Estado e, simultaneamente, uma onda de rebeliões que atingiu 82 unidades do sistema penitenciário paulista.

São Bernardo

Os criminosos começaram a chegar à região do CDP-1 de São Bernardo por volta das 5h desta segunda, sob a vigilância da Polícia Civil. O movimento ao redor dos CDPs de São Bernardo, Santo André, Diadema e Mauá estava sendo monitorada desde a semana passada

Duas horas mais tarde, começaram os tiroteios entre criminosos e policiais.

Foram mortos dois suspeitos que aguardavam a chegada dos agentes no ponto de ônibus; seis que estavam em um posto de gasolina; um em outro posto de gasolina; e o décimo em um carro. Mais três suspeitos fugiram em um veículo em direção a Diadema, mas foram surpreendidos e mortos por um bloqueio policial no acesso à cidade.

Três mulheres que seriam responsáveis por observar a rotina dos agentes e outros dois homens foram presos. Os cinco foram indiciados por formação de quadrilha, tentativa de homicídio e resistência à prisão, entre outros crimes.

Com os suspeitos foram apreendidos sete revólveres calibre 38, cinco pistolas 9 mm, três pistolas 380, uma pistola calibre .40 e uma espingarda calibre 38, além de cerca de cinco carros.

Divergências

O delegado seccional de São Bernardo (Grande São Paulo), Marco Antônio de Paula Santos, e a Secretaria de Estado da Segurança Pública divergiram nesta segunda-feira sobre o uso de escutas telefônicas para monitorar as atividades do PCC.

Durante entrevista coletiva à imprensa, o delegado admitiu que ao menos seis dos suspeitos mortos eram conhecidos apenas por seus apelidos mas, mesmo assim, negou que haja escutas telefônicas monitorando suspeitos. "Quem disse que nós temos escutas? Nós não temos escutas."

Porém, uma nota divulgada no site da Secretaria da Segurança Pública às 12h58 desta segunda informava que as investigações foram realizadas "por meio de grampo telefônico".

Os dados sobre o caso foram confirmados apenas na tarde desta segunda. Durante a manhã, as informações passadas pelo governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), e pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública divergiram.

Terror

Entre os últimos dias 12 e 19 de maio, o PCC promoveu uma série de ataques coordenados contra forças de segurança em diversos pontos do Estado e, simultaneamente, uma onda de rebeliões que atingiu 82 unidades do sistema penitenciário paulista.

Os crimes foram uma retaliação à decisão do governo estadual de isolar a cúpula do PCC no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo) e mais de 300 presos ligados à organização no presídio de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo).

Nas ações, os criminosos mataram policiais civis e militares, guardas civis e agentes penitenciários. Nos dias seguintes, civis foram mortos a tiros, principalmente em supostos confrontos com policiais. Os casos e a suspeita de que houve abuso de poder ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo estadual, desde o início das ações, 270 suspeitos foram detidos.

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