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19/07/2006 - 20h14

Ex-colega de Suzane contradiz versão de Andreas

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TATHIANA BARBAR
GABRIELA MANZINI
da Folha Online

Fernanda Kitahara, 22, ex-colega de Suzane von Richthofen do curso de direito da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), prestou depoimento nesta quarta-feira como testemunha de defesa da jovem e contradisse as declarações prestadas pelo irmão de Suzane, Andreas, na terça-feira (18).

Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos são réus no processo que os acusa de ter planejado e matado os pais dela, Manfred e Marísia von Richthofen.

Kitahara afirmou que Daniel levou uma arma em uma viagem que fez com ele, Suzane e Cristian para a praia e que a mesma foi dada depois por Daniel a Andreas em seu aniversário.

No entanto, em depoimento nesta terça-feira, o jovem negou ter recebido uma arma de presente do réu. Suzane, por sua vez, contou, em seu interrogatório na segunda-feira (17), a mesma versão de Kitahara.

Segundo a testemunha, Daniel afirmou ter levado a arma na viagem para protegê-los. "Eles me falaram 'já que a gente vai acampar numa praia, vai que alguma coisa acontece, animais ou pessoas'."

Kitahara disse também que a arma é "muito parecida" com o revólver mostrado à imprensa em um urso de pelúcia de Suzane e encontrado pelo tio da ré na casa da família.

Andreas contou, em seu depoimento, que Suzane, após ser presa, pediu a ele que retirasse a arma do urso. Ele, então, teria enterrado o revólver na casa. O jovem disse só ter ficado sabendo da existência do revólver no dia do pedido da irmã.

Maconha

A ex-colega de Suzane disse que, durante a viagem à praia, a ré e os dois irmãos fumaram maconha, mas que a droga não teria os deixado agressivos. Ela informou que Suzane e os irmãos ficaram "mais falantes e deram risadas".

Segundo Kitahara, em uma outra ocasião, na casa de Suzane, Andreas também teria fumado maconha. A testemunha afirmou que era Daniel quem comprava a droga, mas não soube informar de quem era o dinheiro para a maconha.

A testemunha afirmou ter conhecimento de desentendimentos na família de Suzane por causa do namoro entre a jovem e Daniel e com relação a horários. "Ela [Suzane] tinha horário para voltar para casa, saindo comigo ou com o namorado."

Kitahara afirmou também que Suzane era uma menina muito quieta na sala de aula e que não tinha amigos. Segundo a testemunha, a jovem pediu, após sua prisão, para a colega cuidar de seu irmão, Andreas.

"Nego"

A testemunha disse que Suzane lhe contou uma vez que Daniel era perseguido por um espírito, o "Nego". O espírito, segundo o que a ré lhe contara, dizia que Suzane teria que escolher entre ele e os pais dela.

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