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30/09/2006 - 10h48

Infraero admite que há pouca chance de sobreviventes do avião da Gol

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Infraero (estatal que administra aeroportos), brigadeiro José Carlos Pereira, informou neste sábado em Brasília que a identificação visual dos destroços do avião da Gol que caiu no Mato Grosso na tarde desta sexta-feira indica que dificilmente há sobreviventes do acidente.

Ele ressaltou, porém, que somente com a chegada dos helicópteros e das equipes de busca no local será possível confirmar se há ou não sobreviventes.

O presidente da Infraero acrescentou que a concentração dos destroços e a falta de vestígios de fogo indicam que o avião atingiu o solo na forma vertical. Segundo ele, como a região é de difícil acesso a equipe de resgate do avião terá de usar rapel para chegar ao local.

Efe
Famíliares de passageiros que estava no vôo buscam informações em aeroporto de Manaus
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Pereira afirmou que mais de 200 homens de equipes de busca da Aeronáutica foram enviados para a região e que provavelmente terão que ser abertas clareiras na mata para fazer o resgate.

Os destroços do Boeing 737-800 da Gol, desaparecido desde a tarde de sexta-feira (29), foram localizados por volta das 9h deste sábado a 200 km de Peixoto Azevedo (MT). O vôo 1907, que havia saído de Manaus e seguia para Brasília, transportava 149 passageiros e seis tripulantes.

A Gol Linhas Aéreas divulgou a lista de passageiros na madrugada deste sábado. No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, funcionários do guichê da Gol forneciam o número de telefone [0800 2800749] para quem buscasse informações sobre o desaparecimento do avião.

Investigação

Quando chegarem ao local, integrantes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) especializados em segurança iniciarão as investigações sobre as causas do acidente --a conclusão pode demorar três meses ou mais para sair, afirmou Denise Abreu, diretora do órgão.

O piloto, o comandante Décio Chaves Jr., tinha 10 mil horas de vôo. A Gol informou que o avião desaparecido era novo --possuía 200 horas de vôo. Segundo a empresa aérea, o Boeing foi recebido do fabricante em 12 de setembro deste ano.

Segundo as primeiras informações, ainda não confirmadas, a aeronave da Gol teria colidido com um jato Legacy, de fabricação da Embraer, que conseguiu fazer um pouso forçado na base aérea localizada na serra do Cachimbo, em Novo Progresso, no Pará. O piloto já foi ouvido, mas não foram divulgados detalhes de suas declarações --a Infraero também não soube informar se a aeronave que pousou teve feridos.

Perguntas

Segundo o tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, piloto experiente, é preciso descobrir o motivo de dois aviões bem equipados e novos estarem no mesmo nível, quando deveriam estar a uma distância mínima de 300 metros. "São aviões com equipamentos anti-colisão. Precisamos saber por que eles não evitaram o acidente", disse o tenente-brigadeiro.

Alan Marques
Parentes de passageiros no DF recebem notícia de que avião da Gol foi encontrado
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Pereira também levantou a necessidade de esclarecimentos acerca do fato de qual avião estaria acima ou abaixo do nível correto, e ressaltou que a altura das aeronaves, entre 36 e 37 mil pés, é completamente visualizada por radares.

Na velocidade em que os aviões estavam, de acordo com Pereira, seria impossível os pilotos fazerem qualquer identifiação visual de outro avião. No entanto, os equipamentos deveriam ter avisado sobre a possibilidade de rotas coincidentes. Quando isso acontece, o sistema alerta o piloto com sinais sonoros e luminosos, além de orientar o piloto como proceder. "O piloto não precisa raciocinar, basta seguir a orientação", explicou.

Relatos

O radioamador Laudir Benevides, 56, morador de Alexânia (GO), disse ter avisado a Polícia Civil de Brasília sobre o desaparecimento do avião. Ele disse que estava com outros radioamadores quando a freqüência foi interrompida por um rapaz que afirmou ter visto um avião de grande porte voando baixo perto da fazenda Jarinã, na cidade de Matupá (MT), e depois escutado um estrondo. "Possivelmente seria uma explosão", disse.

Segundo afirmou à Folha Online, após avisar a polícia, funcionários da Gol entraram em contato com ele. De acordo com Benevides, o local apontado "é uma área de difícil acesso".

Pilotos de táxi aéreo da região norte de Mato Grosso ouvidos pela Agência Folha também disseram que moradores de uma fazenda Jarinã, próxima à cidade de Peixoto de Azevedo (701 km ao norte de Cuiabá) ligaram para o piloto Silvio Corrêa e pediram o telefone do Campo de Provas da Serra do Cachimbo, após ouvirem a possível explosão.

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