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21/10/2006 - 07h49

PM usa bala de borracha contra alunos na Sumaré

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da Folha de S.Paulo

A avenida Sumaré se transformou ontem em uma praça de guerra entre estudantes e a Polícia Militar. Os alunos fecharam a avenida em protesto após o atropelamento de uma colega por uma moto e a Tropa de Choque reagiu, usando bombas de efeito moral e balas de borracha.

Pelo menos sete alunos da Instituição Sumaré de Ensino Superior ficaram feridos no confronto, que começou por volta das 20h50 e durou cerca de 15 minutos. Seis deles tiveram de ser hospitalizados.

Renata Cristina da Conceição, aluna do 3º ano de administração de empresas, foi atropelada por uma moto quando atravessava a avenida para ir à faculdade, por volta das 18h30.

Os alunos marcaram então um protesto para as 20h e fecharam as duas faixas da avenida. A Polícia Militar foi acionada para desobstruir a avenida. De acordo com estudantes e moradores, os policiais "chegaram batendo".

"Eles chegaram batendo, jogando bomba. Os alunos ficaram acuados dentro da faculdade e os policiais invadiram o estacionamento dando tiro de borracha e jogando bomba de efeito moral nos estudantes", disse Roberto Corrêa Pagliarini, 47, aluno de pedagogia.

A segunda-tenente Ana Paula de Almeida, que comandou a operação, tem outra versão. "Eles resistiram na hora de desobstruir a via, eles reagiram. A tropa foi em linha e eles vieram para cima. Policiais fardados não podem ser agredidos na rua, então nós reagimos com munições químicas não-letais."

Antes da ação da polícia, houve negociação entre alunos e policiais, que deu três minutos para a liberação da avenida. O prazo não foi cumprido.
Com celulares, estudantes filmaram toda a operação. As imagens mostram que houve resistência por parte de alguns alunos para sair do local, mas a reação da polícia foi violenta.

A principal reivindicação dos alunos é a instalação de uma passarela ou de um semáforo no local para evitar mais atropelamentos. "Já foram enviados 87 ofícios para a prefeitura pedindo esse farol", disse Marcos Alberto Zamana, 26, aluno de administração de empresas. Ontem, a CET se comprometeu a resolver o problema.

Osvaldo Alves, 65, vizinho da faculdade e que mora há 20 anos na área, também reclama da falta de segurança na avenida. "A prefeitura está omissa e o que a polícia fez foi um absurdo. Por que eles não vão pegar o PCC?", questionou.

Depois que a confusão foi controlada, diretores da faculdade e representantes da Polícia Militar se reuniram para discutir o problema.

"Vai ser instaurado um procedimento dentro da PM, por solicitação nossa, para apurar qualquer abuso por parte de policiais militares", disse o advogado Eduardo Leite, representante da faculdade.

Evandro Spinelli, Daniela Tófoli e
André Caramante


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