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04/12/2006 - 10h17

Aprovação a ônibus segue baixa sob Kassab

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ALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo

A aprovação dos usuários aos ônibus municipais de São Paulo atingiu sob a administração Gilberto Kassab (PFL) seu patamar mais baixo desta década --e antes mesmo de a tarifa ser reajustada acima da inflação.

Uma pesquisa da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) realizada entre agosto e setembro indica pequena queda de satisfação com esse transporte --de 52%, em 2005, para 48%, em 2006.

No ano anterior, com José Serra (PSDB) no comando da prefeitura, a proporção de passageiros satisfeitos já havia despencado nove pontos percentuais em relação aos 61% alcançados em 2004, ano de implantação do bilhete único pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

Os indicadores de aprovação dos ônibus em 2005 e em 2006 são os mais baixos dentre todas as modalidades de transporte. Na semana passada, a passagem subiu 15%, de R$ 2 para R$ 2,30, ficando igual à do Metrô, que tem 93% de aprovação.

Os resultados deste ano foram vistos por assessores de Kassab e por empresários de ônibus como uma estabilidade em relação à gestão Serra.

A justificativa é a proximidade da oscilação negativa com a margem de erro --de dois pontos percentuais para os resultados gerais e três para os dados específicos-- e ao fato de abranger passageiros que utilizaram os serviços ao menos uma vez nos três meses anteriores.

Entre quem usa os ônibus no mínimo três vezes por semana, os números de 2005 e 2006 são iguais, porém ainda mais baixos --só 46% de satisfação.

Mas a imagem é motivo de preocupação também por ser a menor aprovação a partir de 2000. Além disso, a integração do bilhete único ao Metrô e trens não surtiu efeito como "vitrine" do sistema municipal.

Em 2002, no segundo ano de Marta Suplicy, a taxa também era baixa --51%. A estratégia de Kassab é repetir pontos de visibilidade da gestão petista no final do mandato, como a renovação de 20% da frota em 2007.

Os resultados da pesquisa da ANTP a que a Folha teve acesso estão com a cúpula do transporte municipal e estadual há algumas semanas, mas só serão divulgados no próximo dia 7.

Apontam também a tendência de queda de aprovação dos trens (de 60% em 2004 para 55% em 2005 e 50% em 2006) e reduções acentuadas nos ônibus de outros municípios da Grande SP (de 70% para 57%) e no corredor São Mateus-Jabaquara (88% para 80%).

Metrô

Um fator que surpreendeu alguns participantes da pesquisa foi a "blindagem" na imagem do Metrô, que chegou a ter uma oscilação positiva de 90% para 93% num ano em que ficou mais superlotado devido à integração do bilhete único com a rede metroferroviária.

As reclamações de excesso de aperto dentro dos vagões são identificadas na pesquisa, mas não a ponto de comprometer sua avaliação geral. Ou então, na visão dos passageiros, essa perda de qualidade foi compensada com a existência do novo desconto tarifário.

O reajuste da passagem dos ônibus e do Metrô no último dia 30 tende a agravar uma situação revelada na pesquisa.

Só 19% aprovavam os preços dos ônibus em relação ao que valiam os serviços, contra 42% que faziam essa avaliação no Metrô. Isso num mês em que a tarifa do Metrô custava R$ 2,10 e a dos ônibus, R$ 2. Hoje, com ambas a R$ 2,30, a tendência é acentuar a diferença dos dados.

Tendência é de melhoria, dizem técnicos

O secretário dos Transportes, Frederico Bussinger, diz que só se manifestará quando a pesquisa completa for divulgada.

Alguns assessores da pasta e empresários avaliam que os resultados serão revertidos com a crescente entrada de ônibus novos nas ruas --1.560 só em 2007-- e as novas obras em corredores.

Eles dizem que a pesquisa de imagem reflete a falta de investimentos de visibilidade nos primeiros 18 meses das gestões Serra/Kassab, mas que a qualidade do serviço é superior à do final dos anos 90.

Em 2005, a renovação da frota foi congelada. Em 2006, os ônibus novos vão totalizar 850, mas a maioria começou a rodar depois do levantamento.

A assessoria da CPTM diz que outra pesquisa já apontou aprovação mais alta dos trens.

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