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29/12/2006 - 15h02

Entenda a onda de violência que atingiu o Rio

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da Folha Online

Na madrugada de quinta-feira (28), uma série de ações violentas se espalhou por diferentes pontos do Rio e levou pânico à população. Delegacias, carros e cabines da Polícia Militar foram alvos de tiros. Ônibus foram incendiados. No total, 18 pessoas morreram, sete delas carbonizadas.

Os secretários da Segurança Pública, Roberto Precioso Júnior, e da Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, divergiram publicamente sobre as motivações dos ataques.

Para Precioso Júnior, a ordem para a onda de violência partiu de presos, que temem mudanças na administração penitenciária a partir de 2007, com a troca de comando do governo do Estado, e o endurecimento do regime disciplinar.

Ele afirmou que a série de ataques não foi organizada por uma única facção, mas por criminosos que se uniram em torno de interesses comuns para pressionar o governo a, mais tarde, negociar concessões e privilégios. Uma das preocupações dos criminosos seriam os prejuízos financeiros causados por ações do governo, como as de repressão ao tráfico de drogas.

Já o secretário da Administração Penitenciária disse que as ações foram uma reação às milícias de policiais e ex-policiais que tomam conta de morros e favelas na cidade. Reportagem publicada pela Folha mostrou que milícias formadas por policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e militares já expulsaram traficantes de comunidades e ocuparam favelas.

Em meio aos ataques, foram encontrados panfletos que diziam "Rosinha e Garotinho apóiam a "melíssia" (sic) contra o pobre e o favelado e a resposta é Rio de sangue". O texto refere-se à governadora, Rosinha Matheus, e a seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho, ambos do PMDB.

Vítimas

Nas ações, sete ocupantes de um ônibus interestadual incendiado no acesso da avenida Brasil à rodovia Washington Luís morreram carbonizados. Também morreram dois policiais militares, uma vendedora ambulante e um homem, além de sete suspeitos.

Os passageiros do ônibus da viação Itapemirim foram surpreendidos durante a madrugada. O veículo, que havia saído de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e seguia para São Paulo, foi interceptado por um grupo armado. Um dos criminosos entrou, assaltou os passageiros e, depois, jogou combustível e ateou fogo no ônibus.

Dos 28 passageiros, sete não conseguiram sair. A identificação dos corpos será feita por meio de exames de DNA.

Ações violentas também foram registradas entre a noite de quinta e a madrugada desta sexta-feira, mas a polícia investiga se têm ligação com o crime organizado ou se foram ações isoladas.

Especial
  • Leia a cobertura completa sobre a onda de violência no Rio

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