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22/03/2007 - 22h00

Comunidade ofensiva tira Orkut do ar por oito dias em PE

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FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha

Uma comunidade no Orkut que insinuava que adolescentes de Canhotinho (204 km de Recife) eram prostitutas fez com que o site de relacionamentos ficasse oito dias bloqueado na cidade. Ele já voltou ao ar, mas a página foi excluída.

Na comunidade "Putas de Canhotinho", uma enquete foi criada para eleger, entre as adolescentes do município, a "prostituta do mês". Fotos de pelo menos dez garotas foram divulgadas no site.

A mãe de uma menina de 14 anos mencionada no fórum denunciou o crime ao Ministério Público, que pediu o bloqueio do Orkut.

A restrição foi mantida até quarta-feira. Quando voltou a funcionar, o site já não continha mais a comunidade.

Canhotinho tem cerca de 25 mil habitantes. O único provedor de banda larga da cidade bloqueou o acesso ao site voluntariamente, após uma recomendação do promotor de Justiça Alexandre Bezerra. A empresa atende cerca de 70 usuários e tem três lan houses.

O dono do provedor que bloqueou o acesso, Jamson Bento, diz que atendeu a uma recomendação por ter ficado sensibilizado com as ofensas sofridas pelas adolescentes.

A comunidade foi apagada pelos próprios criadores após a medida. Antes disso, a Justiça determinou que o Google, que controla o Orkut, tirasse do ar a comunidade.

O promotor Alexandre Bezerra solicitou a retirada integral do site do ar ao provedor porque não havia condições técnicas de banir apenas a comunidade em questão.

A Polícia Federal e a Polícia Civil do Estado foram acionadas para investigar o criador da página com as ofensas. A Justiça também ordenou que as lan houses da cidade passem a cadastrar os usuários para facilitar a localização de criminosos.

Fofocas

Uma situação parecida ocorreu na cidade mineira de Jacutinga (494 km de Belo Horizonte), que tem 20 mil habitantes. A Justiça determinou na segunda-feira que o Google retirasse do ar a comunidade "Fofocas de Jacutinga", onde 122 participantes discutem a vida pessoal de moradores.

Foi concedida uma liminar na segunda-feira a um advogado e a um jornalista que se sentiram prejudicados pelos comentários no site. A Justiça deu ao Google 48 horas de prazo, após a notificação, para apagar a comunidade. Se não cumprir a determinação, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 2.000. Na noite de hoje, a comunidade permanecia no ar.

A assessoria do Google no Brasil diz que os pedidos da Justiça para bloqueio de páginas ofensivas devem ser providenciados diretamente pela matriz, nos Estados Unidos.

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